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Wednesday, October 1, 2014

"We are women. Our choices are never easy".


Estava a ver Mr. Selfridge (que é o meu último viciozinho) na Fox Life,  e lembrei-me da frase acima (uma das poucas coisas realistas ditas no Titanic, e que cá me ficou). É curioso acompanhar a série e fazer comparações com a realidade dos nossos dias.
 Na última semana não faltaram exageros de parte a parte graças ao discurso feminista de Emma Watson na ONU, que incentivou os homens a abraçar o "movimento" e condenou as alas anti feministas, motivando uma série de respostas agressivas.

Pobre Emma Watson: é demasiado jovem para compreender que fizeram dela porta estandarte e que para acreditar em direitos civis iguais (o único objectivo razoável e sensato no meio disso tudo, vide a Princesa Ameerah da Arábia Saudita) não é preciso defender o feminismo, ver papões em todo o lado nem masculinizar as mulheres ou efeminar os homens. Numa coisa Emma Watson tem razão, porém: feminismo é uma palavra desagradável. Mulheres competentes sempre fizeram o que tinham a fazer e não precisaram de movimentos, de palmadinhas nas costas nem deixar de manejar armas femininas. O verdadeiro poder está na feminilidade; é na diferença e no mistério que as mulheres sempre foram que o seu poder reside. Umas sabem utilizar isso, outras não. Mas não é de estranhar que não saibam, porque o papel feminino - quando era exclusivamente tradicional, e hoje - não é fácil. E não é com luta que esse enigma se resolve porque é algo que pertence a cada uma.

Há coisas que não convém que mudem, e há outras que nunca mudarão por mais movimentos que se façam. Nem sempre isto será justo, mas é real: quanto mais depressa se aceitar o facto, melhor se lidará com isso. 

As Emma Watsons de hoje estão tão equivocadas como estavam as suffragettes mais idealistas em mil novecentos e bolinha. Miss Ravillious, directora do Departamento de Moda do Selfridge´s, achava que ser sufragista ia resolver o problema das mulheres que ficavam sozinhas porque eram obrigadas a abrir mão da carreira assim que constituíam família. E os desgostos de mulheres como a esposa de Mr. Selfridge, obrigada a olhar para o outro lado e a cumprir o seu papel decorativo/de gestão do lar enquanto o marido coleccionava amantes. Ou ainda a infelicidade de "senhoras" como Lady Loxley que casavam por conveniência e se vingavam do fracasso conjugal vivendo separadas da cara metade e mantendo, por sua vez, casos amorosos.

 Não sei como esperavam fazer isso, mas resolveu alguma coisa? À parte ter-se tornado normal e esperado que uma mulher trabalhe e mantenha ao mesmo tempo uma família, muitas vezes com grandes malabarismos, no cenário privado passa-se muitas vezes exactamente o mesmo: apenas sem espartilhos, com uma factura mais alta e com saias mais curtas.

 Duas mulheres da minha família casaram na época em que Mr. Selfridge´s se passa: uma teve um casamento arranjado contra a sua vontade, outra casou por amor. Ambas foram infelicíssimas- a primeira porque enfim, o marido adorava-a e não aceitava que ela não sentia o mesmo por ele, a outra porque o marido era tão ciumento, tão paranóico, tão cioso da sua beleza que nem sequer a deixava ir à Missa.

 Podemos argumentar que o divórcio resolveria tudo, se houvesse divórcio (se bem que Ana Bolena praticamente inaugurou o divórcio em Inglaterra e olhem lá se lhe serviu de muito).  Mas ontem soube detalhes bem tristes sobre uma mulher que tem uma carreira, que é bonita, que gere uma família de forma competente...e cujo marido se porta exactamente como Mr. Selfridge - embora com muito menos direito de fazer exigências, já que ambos têm iguais responsabilidades no sustento do lar. Também ele espera que ela faça vista grossa, seja bonita e se abstenha de cenas. E quantas "Lady Loxleys" conhecemos? Ou quantas Miss Ravillious? Ou ainda as milhares que por amor e por tolice, toleram relações tóxicas? 

Isto nada tem a ver com política, o mundo está desenhado assim. E uma mulher, tal como um homem, ou faz as suas escolhas e é responsável por elas, pagando o preço de pensar e sentir como bem entender, ou engole os sapos que advêm de manter a situação mais confortável. Apenas, por pressão biológica (que se torna, por sua vez, pressão social) as escolhas das mulheres são mais complicadas. Não é por acaso que as dores de parto couberam às mulheres: a sua capacidade de resistência é bem maior. Resta saber o que fazer com isso.




Tuesday, September 30, 2014

Descodificando as melhores botas da estação.

Fonte: Trendspotter

Algumas habitués do Imperatrix pediram-me que elaborasse aqui um mini guia para as botas desta estação, e com boas razões: afinal, as botas são um dos maiores investimentos para o Inverno, e talvez a peça mais difícil de comprar - ora porque os modelos mais favorecedores rareiam vá-se lá saber porquê, ora porque é complicado escolher o par certo para a figura de cada uma.

 A selecção não foi fácil: apesar de haver bastante oferta nas passerelles e casas high end, o mesmo não se pode dizer por enquanto nas lojas médias ou de fast fashion. Mas como isso muda quase de semana para semana, vou estar atenta e logo vos conto.

 Aqui fica uma escolha de modelos-investimento e pares mais acessíveis at, em três tipos diferentes:

1 - As cuissardes, over the knee ou thigh high boots
Tudo já foi dito sobre a forma certa de as usar aqui, e no ano passado enganei-me ao apostar que este Outono estariam por toda a parte. Continuam a ser uma compra acertada se escolhidas sensatamente: caso uma marca de luxo não seja opção ou queira um par para o dia a dia, já vão aparecendo alguns modelos interessantes e com preços razoáveis:


LUXUOSO


1 -Acne Studios; 2 -Maison Martin Margiela 3- Casadei;
 4/5_ Gianvito Rossi; 6- Pedro Garcia



ACESSÍVEL


Para um modelo em tecido, tente a Stradivarius; a Primark apresenta uma versão arrojada; Massimo Dutti (acima) Zara e Uterqüe apostaram em modelos seguros, que podem ser adaptar-se às toilettes de todos os dias.

ZARA
1- Primark; 2/3- Uterqüe



2- Botas de cano alto clássicas

Gucci

Com um salto razoável, como visto em Gucci - ou plataforma (Prada) são a melhor aquisição de Inverno porque podemos usá-las com uma diversidade enorme de combinações. A pele, mais difícil de encontrar nas lojas comuns, é preferível à camurça, que resiste menos à chuva. As melhores batem imediatamente abaixo do joelho e não são excessivamente justas ou largas no cano. Do que vi até agora, este modelo da Zara apresenta a qualidade-preço ideal: em pele, estável e democrático que chegue para ficar bem na maioria das silhuetas.




3 - Botins

Gianvito Rossi

Românticos (Bottega Veneta) luxuosos (Miu Miu) ou clássicos (Gianvito Rossi) os botins mantêm-se na berra há cerca de três anos, estão disponíveis para todas as fantasias ou preços e apesar de não os considerar tão fáceis de usar por toda a gente como botas compridas, há que reconhecer a sua versatilidade. 
ZARA
 Importa, no entanto, ter em conta duas regras: (1) os mais básicos são o melhor investimento, (2) e convém ter um par de cano justo para usar com calças e outro cavado, para combinar com saias. Os modelos extravagantes e apertados no tornozelo ficam melhor em pernas muito esguias, sendo arriscados em todas as outras. Zara e Mango apresentam uma versão de cada, em couro preto:

MANGO



Boas compras!






Clooney, etc, etc.


Qualquer pessoa que ande neste mundo já sabe que o eterno solteirão lá se casou - estou cansadíssima de ver nos meus feeds notícias e mais notícias da mega festa de três dias, que até parece uma boda cigana de tão espetaculosa. E aparentemente o actor fez muito bem porque encontrou uma companheira com estilo, com vida própria, que não precisava dele para coisíssima nenhuma e que não se impressiona decerto com o mundo glamouroso do marido: clássico, you go girl


Vitória, vitória, acabou-se a história.


 O que eu nunca percebi foi o fascínio de metade do planeta que usa saias por George Clooney. Gostos são gostos mas se calhar há alguma coisa errada comigo porque para além da autora dos meus dias conheço pouquíssimas mulheres que partilhem da mesma opinião.
 Acho-o uma simpatia, apresenta-se bem, gosta de animais (um ponto extra!) é o tipo de pessoa aparentemente decente que não se me dava de ter entre os meus amigos, mas...esteticamente falando sempre me pareceu tão apelativo como uma batata crua. Talvez porque prefiro ver rostos mais angulosos/masculinos, narizes mais pronunciados, outro tipo de traços, uma figura mais imponente. Ou é do penteado, acho piada a mais cabelo sobre a cara. Ou será demasiado bonzinho e misterioso de menos, estilo chefe simpático, professor ou primo afastado que se vê uma vez por ano nos jantares de família? É que me transmite uma vibração amigável, mas só isso. 

Não consigo atinar e ao longo dos anos já perdi bons bocados a tentar perceber a razão de o considerarem um Apolo de fato, mas desisto. É por isso que o mundo não vira e ele com certeza não dará pela falta, ainda para mais agora...

Monday, September 29, 2014

Na exclusividade é que está o luxo (e a felicidade)



A ideia de felicidade, amor ou requinte pode variar para cada um, mas é inegável que o luxo deixa de o ser quando se massifica e que se o amor não for exclusivo é uma complicação, por mais que haja cabecinhas muito liberais e muito modernas a pregar o contrário.
Podia jurar que numa relação "aberta" há sempre um elemento do "casal" que aceita essa solução com o coração apertadinho, num acto de desespero para não ficar sem nada; e quem disser que ter uma carteira contrafeita Marc Jacobs, como as trinta que já vi esta semana aqui pelas minhas bandas, é um luxo...está no mínimo equivocado.

O amor e o luxo têm esse pequeno quê: ou tudo, ou nada.

É mais luxuoso usar um bom vestido sem jóia alguma do que cobrir-se de bijuteria. É preferível ter um bom saco de cabedal a uma cópia barata de uma marca famosa. E se falarmos de duas peças igualmente boas e caras, tem muito mais impacto usar um modelo clássico e intemporal (herdado, de preferência) à última it bag que todo o povo comprou e que por estar na berra causa uma onda de cópias de má qualidade.

 Da mesma forma, nunca percebi quem acha graça às pessoas muito populares, muito pretendidas, muito namoradeiras e que dão confiança a toda a gente; parece-me muito estranho quem se sente motivado (a) pela competição num aspecto que devia ser tão privado e quem se deixa contagiar pelo wishful thinking "eu sou melhor do que a (o)s outra(o)s, eu é que o (a) vou obrigar a assentar!". 

Não vale a pena invejar ou desejar aquilo que é cobiçado em demasia , até porque se anda na mão de toda a gente, dificilmente cairá bem a quem faz por ter alguma personalidade. Ir com o rebanho, com os modismos e as conveniências contraria tudo o que o luxo, o amor, o bom gosto e a independência representam.

  Bem vistas as coisas, se um sofá de veludo está overcrowded, uma abóbora é capaz de parecer mais confortável. E com mais privacidade. Luxuosa e exclusiva, portanto.


Mensagem de um perfume: o amor é mais que um jogo.




Na minha adolescência surgiram vários perfumes (e aromas mais baratinhos, como os desodorizantes O2 e Baunilha da Impulse) para adolescentes. E ter um perfume próprio, que nenhuma mulher lá de casa usasse, era assim uma forma de afirmação, de iniciação, de entrada no mundo feminino. O Oui-Non da Kookai era o meu preferido (ainda é, quando tenho a sorte de deitar a mão a um frasco!) mas havia outros, como o Red Jeans da Versace (uma versão um bocadinho mais floral do Light Blue de Dolce & Gabanna) ou...o Lovin´Geisha.


Para ser franca já nem me lembro de que marca era - tratava-se de uma colecção de uns oito perfumes, todos com temas diferentes, que se vendiam nas pequenas perfumarias e não eram assim muito caros, comparados com as outras marcas que usava. 

Mas o Lovin´Geisha captou a minha curiosidade, primeiro pelo tema: sempre tive um fascínio por gueixas, pelos anos que dedicavam a estudar a arte de ser encantadora, pela sua misteriosa feminilidade, pela celebridade que as acompanhava apesar de ninguém saber muito sobre elas, pelos tons ricos dos seus trajes e pelo seu mundo fechado. Depois, o aroma era realmente intrigante, um oriental fresco, delicado, com algo de lótus pelo meio;
 sentia-se e dava vontade de o perceber melhor. Sempre preferi os perfumes que têm muitas nuances, como o carácter ancestral das mulheres.
  Mas o que me cativou realmente no perfume foi o pequeno slogan que o acompanhava, pois cada um tinha uma catching phrase: dos outros não me lembro, mas o do Lovin´Geisha era 

"Love is more than a game; it´s a ceremony".

Nunca me esqueceu a frase e cada vez mais acredito que foi realmente bem escrita. É claro que o amor, até o mais sincero dos amores, é um jogo com dinâmica própria, um xadrez emocional. Nenhum casal, por mais que o negue, é imune às cartadas de poder, de supremacia, de domínio e de rendição. Tudo isso faz parte e homens e mulheres têm movimentos próprios para a conquista do adversário.

 Mas por vezes, pode ser muito mais complicado do que isso. Acredito sim que o amor seja uma cerimónia, e com um protocolo muito específico que não convém quebrar. 
 Uma mulher que esteja apaixonada (e seja tradicionalmente feminina) põe em cada encontro com a pessoa amada o mesmo ritual que uma gueixa que se prepara para entreter uma plateia com as suas danças. Não usará a pesada maquilhagem branca e um vestido tão cheio de truques como um kimono, mas o empenho é semelhante. Uma mulher inteligente jamais demonstrará esse esforço, mas se não se o faz não está verdadeiramente enamorada.
  Um homem apaixonado fica tão ansioso para ver o objecto da sua afeição como um homem poderoso que perdia a fala ante uma gueixa famosa - porque elas eram assim uma espécie de superstars. E não é só isso: todo um relacionamento é cheio de passos específicos, de rituais, de hábitos mecânicos que fazem com que funcione (ou não). E de dramas, como as danças japonesas em que quase sempre há um final muio feliz ou de faca e alguidar, conforme.

 Dança, xadrez, jogo, cerimónia, podemos chamar-lhe o que quisermos. Tenho saudades de perfumes assim, com filosofia.











Sunday, September 28, 2014

Esse lugar comum do "seja você mesma (o)"




"Always be yourself no matter what", "stay true to yourself", etc, etc, são clichés muito badalados em livros lamechas de auto ajuda e citações ainda mais lamechas (e chochas) que poluem as redes sociais. Mas o que vem a ser isso de ser fiel a si próprio, afinal de contas?

Trabalhar a personalidade com se nasceu, aprimorar os dotes de cada um, polir os defeitos para estar bem em sociedade e agradar às pessoas queridas é natural e aconselhável. 

Se temos mau feitio devemos transformá-lo num temperamento vibrante mas moderado, que não se torne cansativo para os outros; se somos tímidos há que contrariar o acanhamento excessivo que põe em causa a delicadeza para com quem nos rodeia e pode atrapalhar projectos profissionais; quem é vaidoso, desleixado, egoísta, teimoso, e assim por diante...precisa de olhar para dentro e fazer por encontrar um certo equilíbrio. Este processo é normal: está presente por dentro (nos pensamentos e atitudes) e por fora (no vestuário e nos hábitos); faz parte de crescer e evoluir, de explorar as nuances do carácter, de saber estar em toda a parte e do saber adaptar-se às situações.

 Nada isto porém se deve traduzir em afectação, em procurar ser aquilo que se não é, em negar-se a si mesmo (a) e muito menos em abafar totalmente a personalidade em função dos outros. O aperfeiçoamento é como a maquilhagem, que deve ser usada na quantidade exacta para realçar a beleza natural, e não ser uma máscara.

Uma coisa é maquilhar a personalidade - outra bem diferente é desfigurá-la com cirurgias à alma.

 Se quem está ao lado - ou uma determinada condição ou circunstância - obriga, controla ou condiciona cada olhar, cada gesto, cada palavra, cada raciocínio, isso já é mau. Ninguém consegue dar o seu melhor, nem por si nem pelos outros, se viver no constante receio de desagradar, de ser mal interpretado (a); ninguém consegue andar para a frente se for forçado (a) a olhar sempre para baixo; ninguém brilha se viver com medo que essa luz desperte inseguranças e traga complicações.

Devemos pôr-nos sempre em segundo lugar perante os outros, esperando que façam o mesmo em relação a nós; mas nunca em último

Quando a necessidade de agradar ou de não causar ondas é constante e excessiva, quando se pensa demasiadas vezes "estarei a fazer isto bem?", quando tem de se calcular cada movimento, algo está errado. Significa que é altura de perguntar "espelho, espelho meu, afinal onde estou eu?" antes que o próprio espelho deixe de saber a resposta.




Saturday, September 27, 2014

Cuidado com as pessoas-ornitorrinco!




Saiste-me cá um ornitorrinco!
Eu não gostava de viver na Oceania porque além de terem por lá serial killers de fazer corar os americanos, o que não falta  é bicharada estranha- a começar pelos diabos da Tasmânia e eu que sou doida por animais tenho os meus limites. Mas o mais estapafúrdio de todos há-de ser o ornitorrinco - um bicharoco que  deve ter sérios problemas de identidade porque é, ao mesmo tempo, um réptil, um pássaro e um mamífero. De facto, quando os primeiros exemplares chegaram à Europa os cientistas pensaram que se tratava de uma farsa, pois não atinavam como é que um animalejo podia ter pêlo e cauda de castor, patas com membranas, bico de pato, pôr ovos e amamentar as crias, mas não ter dentes...enfim, o pobre do ornitorrinco é uma confusão e ainda por cima é venenoso: os machos possuem um esporão nas patas traseiras que liberta uma substância tóxica, usada para defesa. Fácil de entender, hein?

 Ora, há pessoas que são exactamente como o ornitorrinco. Não é que ponham ovos ou tenham cauda, mas não sabem muito bem quem são nem o que querem dos outros, ou da vida. São assim um híbrido do outro mundo e quando alguém tenta fazer de cientista e analisá-las, fica exactamente na mesma. Tem de se conformar com a esquisitice da criatura e aceitar que ela é como o Senhor a fez e mais nada, isto se não levar uma ferroada ou duas no processo. 


 O pior é que nem todas as pessoas ornitorrinco vêm da Land Down Under- não faltam espécimes destes nados e criados em toda a parte, ao virar da esquina...




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