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Saturday, November 22, 2014

Outra vez esse horror da kizomba, ou momento "If they don´t dance they are no friends of mine"




Esta semana tive *mais uma*  prova de que os aficionados da kizomba por este país não regulam, ou de que há pessoas totalmente cegas à sensibilidade dos outros.

 Por ossos do ofício já antigos acontece ter muita gente do meio artístico, da comunicação - fora a política, a sociedade e relacionados -  nas minhas contas de social media. Sabem como é, um amigo-de-um-amigo-de-um-colega que vai aparecendo e uma pessoa fica em modo " a tua cara não me é estranha" e lá aceita com as devidas restrições de privacidade, sem que de facto chegue a trocar palavra com tais "amizades".

 E realmente, alguns devem adicionar meio mundo com o único propósito de promover os eventos que se lembram de organizar...80% dos quais não têm nada a ver comigo. Normalmente ignoro - de lançamentos disto ou daquilo que nada me dizem a festas não sei de quê, há de tudo e apesar de julgar cá com os meus botões, não costumo dizer palavra para não melindrar ninguém, recuso e pronto...a não ser que apareça alguma coisa que vá contra os meus valores.

 E ultimamente andava a cansar-me de ser constantemente convidada para eventos que não me interessavam  na sua vigésima edição, enviados sucessivamente pelas mesmas pessoas com quem nunca falo, até porque não existe a opção "recusar convites desta pessoa". Bolas, eu já convidei (é raro, mas já aconteceu) amigos e tenho o cuidado de avaliar se o acontecimento em causa interessa ou não àquela pessoa, a proximidade geográfica, o perfil do convidado, etc. E caso recusem...bem, tenho alguma relutância em fazê-lo outra vez.

 Pois sim! Eu que tanto faço troça da kizomba, aqui no blog e publicamente nas redes sociais para quem quiser ouvir, volta e meia zás, lá aparecia um convite para  um divertidíssimo serão kizombeiro pejado de Carlões e Soraias com unhacas de gel e vestidinhos de lycra e divorciadas em ebulição romântica.

 Não sei se o faziam por ignorância, completa indiferença ou para fazer pouco de mim abertamente, mas enviei uma mensagem à pessoa pedindo que não me associassem a tais divertimentos, já que eu não os aprecio.

Pois bem, desamigaram-me logo (bons ventos os levem!) o que me deixou cá a pensar em três hipóteses:

a) Esta gente só quer amigos virtuais para promover as suas negociatas;

b) É tudo pela kizomba ou tudo contra a kizomba e eu escolhi o meu lado da barricada, a eles como Santiago aos Mouros;

c) Esta gente leva aquela cantiga que eu adoro, a Safety Dance, demasiado a sério: `cause your friends don´t dance and if they don´t dance they are no friends of mine. Faço figas para que não se lembrem de estragar a canção com uma versão akizombada by Anselmo qualquer coisa e companheiros. 




Não me faltava mais nada.





E eu que nunca falei sobre a Imperatriz Sissi...


No outro dia apontaram-me um facto relativo aqui ao salão que eu já tinha considerado, mas que deixei passar: é que chamando-se este blog Imperatriz Sissi e falando de muitas mulheres que fizeram história, pouco ou nada se escreveu sobre a verdadeira Imperatriz Sissi.

Para isso, concorreram dois motivos: o primeiro (que já devo ter explicado algures mas agora tenho preguiça de procurar) é que Sissi sempre foi o meu petit nom, desde que andava de cueiros.  É assim que me tratam em casa e que os íntimos me chamam. Ora, num dia em que eu estava um bocadinho com a telha, uma pessoa amiga troçou de mim *com certa razão* perguntando-me se eu por acaso pensava que era a Imperatriz Sissi . Achei graça e ficou... mas Imperatriz é o blog e não eu, pois nunca gostei muito de mandar...decido o que aqui se passa e já não é mau.

 Voltemos a Isabel (Sisi) Amália Eugénia von Wittelsbach, Imperatriz consorte da Áustria, Rainha consorte da Hungria, Boémia e Croácia e Duquesa da Bavária (nome muito grande para uma mulher tão delicada!). 

Sempre a achei linda, uma princesa de conto - quem não gostava dos filmes da Romy Schneider? E aquele cabelo? Céus. Também apreciava duas colecções de livros (acima) uma juvenil e outra ilustrada para crianças sobre a Imperatriz na sua adolescência, que contavam peripécias ficcionadas com base naquilo que se conhece da sua personalidade. Encantavam-me as aventuras da bela e indomável filha dos Duques nos seus vestidos bávaros, que queria ser artista de circo e  achava que "montar a cavalo, rosas encarnadas e nata batida" eram as melhores coisa do mundo - três escolhas com que eu me identificava muito!



 E claro que era terrivelmente romântico quando ela conhecia o Arquiduque seu primo que gostava exactamente do mesmo e que se apaixonava por ela à primeira vista: digam o que disserem sobre diferenças que se completam e blá blá blá, os amores perfeitos devem começar assim, às primeiras impressões e a gostar - mas sobretudo a detestar - as mesmas coisas. O que se faz com isso depois, já é outra história.

 E esse foi precisamente o caso - quem tiver lido a versão real do que se passou a seguir, sabe que Sisi (celebrizada Sissi pela cultura popular) foi muito infeliz.




   Pessoalmente, o que sempre me fez confusão não foi o facto de o casal não ter sido "feliz para sempre"; qualquer rapariga consciente das obrigações que esperam uma mulher sabe que não existem cenários perfeitos, especialmente quando, por magníficos que pareçam, envolvem grandes responsabilidades: tudo vem com um preço.
 O que sempre me indispôs na sua biografia foram os aspectos em que se tornou infeliz a si própria e por conseguinte, àqueles que a rodeavam.

 Claro que a culpa não seria só sua. Nunca é. Mas a Imperatriz Sissi, que tinha tudo para ser (se não completamente e para sempre, pelo menos razoavelmente) feliz, fez pouco pela própria felicidade. Ao que se sabe nem sempre foi sensata, e eu admiro acima de tudo as mulheres sensatas.



Casou muito cedo e por amor (um privilégio que não era a regra para as jovens da sua condição) abandonando a vida campestre que tanto prezava, e acatou obrigações e desafios de que era impossível não estar consciente sendo a sua mãe irmã da Princesa Sofia da Bavária, sua sogra.

  Ao aceitar a glória, é preciso abraçar igualmente os sacrifícios que a acompanham; e quando se é figura de proa, prescinde-se da liberdade de agir a bel talante. Isto pode não ser agradável...mas é um sinal de maturidade sine qua non.



 Para a sua felicidade e do marido (que deveria ser a sua prioridade a partir desse momento) e facilitar o percurso num cenário tão exigente como acidentado, Sissi teria de jogar segundo as regras: quando uma família lida com desafios públicos e políticos, é egoísmo adicionar-lhes dramas privados.

                                    

A sua sogra, a autoritária Arquiduquesa Sofia, seria decerto uma força formidável a enfrentar (não lhe chamavam "o único homem da Corte" por nada).

 No entanto, embora tenha sido pintada de forma algo assustadora por certos historiadores (como é costume quando se trata de sogras) também era uma mulher admirável; uma mulher do seu tempo e do seu meio, claro, mas com quem uma jovem prestes a assumir um papel de destaque teria muito a aprender...e uma senhora que estava simplesmente a fazer o seu trabalho de preparar  a nora para um terreno no mínimo delicado.


 A resposta natural seria aceitar docilmente a orientação até dominar as exigências do papel, mas Sissi, habituada a um clima familiar informal e afectuoso, rebelou-se - um erro que faz lembrar o de outras jovens na mesma situação, como Maria Antonieta ou Diana de Gales, que foi amiúde comparada a Sissi.

 Como Imperatriz, tinha o dever de manter uma vida ocupada - mas se muitas vezes agiu, visitando um hospital em plena epidemia de cólera ou pedindo ao marido que criasse um asilo para doentes mentais em vez de lhe oferecer um qualquer presente caro - na maior parte do tempo escolheu focar-se em si mesma, isolar-se do Imperador Francisco José (que seria seu papel apoiar)  e da vida na corte, o que resultou em depressões e doenças psicossomáticas. Só Deus sabe o que lhe iria na alma, mas uma Rainha ou Imperatriz não pertence a si própria, pertence ao povo que representa; e é por isso que os Tronos pesam...



Desprezava  a etiqueta que não podia dar-se ao luxo de ignorar, e entristecia-se por não lhe permitirem o impossível: libertar-se da máquina da qual fazia parte. Muitas vezes recusou compromissos oficiais, quando a sua beleza e graça podiam contribuir para fazer a sua família amada pelos súbditos.

 Pior um pouco, a beleza de que era dotada (e a vaidade que vinha com ela) foi mais uma fonte de tristezas: esgotava-se para conservar um peso baixíssimo para  a sua altura, gastava três horas a pentear-se, abandonava os seus deveres para se isolar em longas viagens, sofria por questões mesquinhas - como os concursos de beleza não opcionais que as damas da Corte inventavam para a melindrar, não a elegendo como a mais bonita. Cabia-lhe impor-se e estar acima de coisas tão indignas dela, mas sofria muito com isso.



  É sabido que a sogra a afastou dos filhos e se referia a ela diante deles como "a vossa tola mãe", mas Sissi terá escrito no seu diário que "os filhos são a maldição de uma mulher, pois privam-na da maior dádiva dos Deuses - a beleza". A vontade de evitar mais crianças para manter a sua figura esbelta terá sido uma das razões para se afastar do leito conjugal e mesmo após a morte da sogra, completamente livre da sua influência, não terá feito muito para se aproximar da sua prole. Atribuíam-lhe amantes, o que será no mínimo contraditório e permanece envolto em algum mistério... certo é que o seu narcisismo, aliado a várias tragédias pessoais (como a morte de dois filhos e dos seus pais, algumas no mesmo ano) a levou a  afundar-se na sua angústia e a desdenhar quem precisava dela.


  A Imperatriz Sissi foi, em suma, um ícone - uma mulher linda, culta e inteligente, que gostava de escrever e estudar poetas gregos, uma Rainha Consorte com invejável sentido de estilo que lançava modas, uma amazona de renome internacional e com um grande coração para certas causas (como os animais e as doenças do foro mental, cujo estudo ainda estava em desenvolvimento) mas não amorosa. Não feliz. E uma prova incontestável de que beleza, amor e fortuna não garantem as melhores alegrias da vida...a não ser que se faça um bocadinho por isso- sendo que a receita é muitas vezes uma mulher 
esquecer-se de si própria para se doar aos outros. Nada é perfeito se não puder ser partilhado...

Quando eles querem impressionar...demasiado.




Há dias apanhei na internet um artigo algo lamechas, mas com muito de verdade,  que lembrava como é que um homem apaixonado deve olhar para a sua amada (e outras coisas também) para que ela sinta que o é.

Olhe para ela com espanto. Olhe para ela com incredulidade.

etc, etc, um pouco como aquela canção do Brian Adams.


Eu não sei se isso é uma coisa que um homem tenha de se lembrar de fazer. Quando um cavalheiro está apaixonado, preso daqueles amores intensos, absorventes e excessivos que são os únicos que valem a pena neste mundo de Deus (desde que não descambem em obsessão que aí estraga-se tudo, convém assinalar) é assim que olha, não há outra maneira. Ainda há dias partilhei convosco o documentário de Roger Scruton em que o filósofo  diz precisamente isso: quando estamos apaixonados, a pessoa amada não nos parece real. Não parece deste mundo. Parece demasiado linda, demasiado perfeita. E queremos olhar para ela como se tivéssemos medo de que se desvaneça.

Ora, é com incredulidade que se olha para o que não nos parece deste mundo, e sempre acreditei nisto:  a mulher que nunca foi olhada assim só pode ter-se contentado com amores da treta, amores de ocasião, estilo amigos-que-resolvem. juntar-os -trapinhos. Se um homem nunca vos olhou assim, estão a fazer alguma coisa mal...levantem-se do sofá e vão em busca do amor verdadeiro, rápido.

  Mas ao ler que isso é uma coisa que um homem tem de se lembrar de fazer, um gesto romântico como dar flores e não um reflexo natural, caí um bocadinho das nuvens. Haverá alguns que o fazem, como fazem outras coisas, no firme propósito de seduzir e impressionar.

Claro que querer seduzir e impressionar é sempre sinal que estão encantados connosco- as intenções podem variar, mas aí já depende de sermos ajuizadas ou não.

 Mas é preciso separar não só as intenções deles (que podem transformar-se em mais honradas do que são inicialmente perante uma mulher que se dá ao respeito, pois eles são um bichinho que gosta de testar os limites) mas também o carácter verdadeiro do falso.


 Um homem que não seja bom, cavalheiro nem generoso por aí além pode fingir essas qualidades quando está deslumbrado com uma mulher. Dependendo dos seus meios e da forma como foi educado, pode fazer TUDO ao seu alcance para mostrar como é bondoso/carinhoso/ mãos largas/rico/poderoso. Se for um rapaz normal com um estilo de vida normal pode ficar-se por insistir em pagar tudo e mais alguma coisa ainda que vocês digam desde o início que não se sentem à vontade com isso, mais flores e o costume; se for assim high profile, vai oferecer presentes caros fora de propósito,  pedir que a secretária vos ligue a confirmar o jantar ou, numa de Mr. Big, mandar o motorista buscar-vos.

Tudo isso, não sendo necessário, é simpático, porque os cavalheiros são raros hoje em dia MAS (sem querer aqui puxar das detestáveis cartadas modernaças)  também pode intimidar (e nos casos mais graves, essa é a ideia); é uma forma de intimidação positiva, do estilo "vou deixá-la tão tonta que vai ficar à minha mercê".


 E quando assim é isso só se revela demasiado tarde, quando a relação chega a outro nível e se vê que a pessoa não é assim tão bondosa nem tão meiga. Nesses casos, Deus nos livre deles, o homem super generoso e super atencioso - principalmente se tiver algum tipo de poder e autoridade - pode mostrar-se tão absorvente e dominador como foi desde o início, mas numa versão pouco agradável.

 É que ele não era bonzinho nem estava a fazer isso só para vos fazer sentir contentes; estava a fazer isso por ele, para se assegurar, por egoísmo. E se por algum motivo uma mulher não corresponder a essas expectativas super idealizadas, é capaz de reagir de forma igualmente hiperbólica. Todo o exagero nasce da insegurança, e de um desejo de superar essa insegurança nem que seja a martelo. Mais ainda: desenganem-se se julgam que um homem bem parecido, com uma posição de destaque e meios não tem como ser inseguro... muitos têm um ego muito frágil. E quando gostam de uma coisa ou de alguém, isso apavora-os. Têm de se assegurar. A bem...ou a mal.

Não quer dizer que o cavalheiro não estivesse apaixonado quando fez isso tudo (e se calhar estava mesmo) MAS pode querer dizer que não leva os sentimentos alheios em consideração e que tendo poder, pode tentar abusar disso.

Como é que então se distinguem os actos de conquista inofensivos dos não tão bem intencionados logo na primeira fase da relação? É preciso ouvir o instinto. Se há demasiados presentes, demasiado cedo e demasiado caros, a pontos de vos fazer sentir desconfortáveis, das duas uma: ou ele não tem intenções sérias ou se as tem, encara as relações de uma forma muito possessiva. Se é demasiado absorvente, convidando-vos a toda a hora para festas ou encontros em locais maravilhosos mesmo quando não vos dá jeito e não respeita a vossa relutância...é certo que quer muito a vossa companhia, mas pode estar a atropelar fases essenciais do amadurecimento da relação e provavelmente, vai agir com o mesmo tipo de exagero quando as coisas não correrem bem. E acreditem, esses exageros não são bonitos.

 Não há nada mais maravilhoso do que um cavalheiro decidido. Porém, se ele é demasiado cavalheiro, demasiado maravilhoso, demasiado decidido, cautela: o mais certo é gostar de drama em tudo, e estar-se nas tintas para a vossa opinião sobre o papel de heroína que vos coube, e o enredo ter um desfecho algo Shakespeariano que não vos convém nada...








Friday, November 21, 2014

Vamos lá falar de brinquedos, meninas e senhoras, que isto é sério.


Porque estamos quase no Natal mas parece que os brinquedos e os desenhos animados se tornaram de repente uma coisa muito séria no que concerne à discussão (quase sempre disparatada) dos papéis de género, senti que tinha de vos falar disto.

É uma pena que um brinquedo tão positivo como Goldie Blox tenha escolhido uma forma tão desagradável de publicidade para se afirmar. Ora vejam:



Confesso que fiquei enjoada quando vi o anúncio, tão feminazi me pareceu. Mas fiquei curiosa e quis saber mais sobre o dito brinquedo. Goldie Blox é uma espécie de Lego/Megano...para raparigas. A sua criadora, Deborah, tornou-se engenheira  - um território que ainda vai sendo sobretudo masculino - e sentiu que as meninas são, desde muito novas, menos estimuladas para as ciências, e que parte dessa falta de estímulo afecta a sua noção espacial, levando-as a afastar-se desta área de estudos. Há dias, algumas mães feministas foram aos arames porque num livro "Barbie torna-se engenheira" a Barbie engenheira pediu ajuda aos colegas, que calhava serem dois rapazes. Penso que foi mera coincidência: pessoalmente, trabalhei com várias mulheres engenheiras e não caíram os parentes na lama a ninguém por pedirem ajuda aos engenheiros, ou eles a elas. Mas de volta ao brinquedo.



Depois de criar um protótipo e testá-lo junto de meninas pequenas, Debbie descobriu que as raparigas se sentiam "aborrecidas" ao brincar com jogos de construção, que lhes fazia falta uma componente verbal para tornar o brinquedo apelativo. Por isso, adicionou um livro de modo a que, através da história, as pequenas vão construindo maquinetas para ajudar a heroína a ultrapassar obstáculos. Depois de alguma resistência inicial, Goldie Blox esta a ser um êxito. 




 Bom, eu não sei se brincaria com Goldie Blox. Talvez achasse a ideia aborrecida, talvez nunca tenha sentido a falta porque tinha um irmão e primos que brincavam com Lego e sempre me associei a eles. Um dos meus brinquedos favoritos era um estojo de química e curiosidade das curiosidades, nos testes psicotécnicos até me disseram que tinha jeito para a engenharia e para resolver coisas complicadas - estranho porque gostava de ciências mas o-d-i-a-v-a matemática. Não creio que qualquer brinquedo pudesse ter mudado isso, mas a ideia é boa - why not? - e sinceramente, Deborah é adorável, conseguia vender-me qualquer coisa e eu não sou pessoa fácil de convencer.



 Ela própria diz que pretende apenas apresentar uma alternativa, mostrar mais uma coisa que as raparigas conseguem fazer: não percebo então a mensagem "esborrachem as vossas bonecas bonitinhas". Schock value? Vontade de agradar ao público feminista, que cada vez mais é um lobby a não desprezar? Má estratégia de comunicação?


 Escapa-me. Mas falo-vos disto porquê? Porque a Lammily, a boneca "beleza real" que mencionei aqui, já está disponível no mercado. É óbvio que uma ideia tão politicamente correcta TINHA de pegar, nem as mulheres chatas e reboludas ficavam descansadas se assim não fosse.

 E para provar que o que é mau e feio pode sempre piorar, a boneca até tem uns stickers para pôr e tirar tatuagens (isso ainda era como o outro) verrugas, acne, estrias, cicatrizes e...celulite.


 Uns adesivos a simular doi-dóis até podem ser divertidos para brincar aos médicos, admito, mas o resto é simplesmente ridículo: como se já não bastasse a infeliz da boneca ser mal feita, sem pescoço, a tender para o pançudo e ter uns trapos assim à Silvana Carina das leggings, ainda mais esta. É que já não há coisas feias que bastem nesta vida...

Ora, a Barbie até pode ser uma boneca tonta e não ter as proporções correctas porque é, afinal, um brinquedo,um exagero, uma caricatura daquilo que compreendemos como uma mulher bonita desde que o Mundo é Mundo (porque se os padrões corporais foram variando ao longo dos séculos, de rosto já não se pode dizer tanto: há uma certa semelhança entre a Barbie e a Vénus de Botticelli, para citar um só exemplo). 



Quanto à Barbie ser "loura demais" e por isso irrealista, isso nem sequer é argumento - fazem-se Barbies e amigas de todas as cores desde os anos 1960. As minhas preferidas eram as suas amigas Midge (a ruiva) e Theresa (a morena de lábios à angelina Jolie).


Duas das minhas bonecas preferidas: a Midge e
 a 1ª versão da Bela Adormecida


 Mas mais importante, a Barbie, com todo o seu cor-de-rosa, tem uma mensagem positiva que a Lammily jamais passará: "You can be anything!". .

 E eu gostaria que a minha eventual filha ou sobrinha (pois a quem Deus não dá filhas, dá o diabo sobrinhas) crescesse com todas as opções. Espero que ela brinque com Barbies enquanto for pequena e consigo própria quando for grande, como eu fiz - porque uma mulher embonecar-se para enfrentar o Mundo com dignidade não é mais do que brincar às  Barbies e é uma brincadeira exigente, logo é bom treinar desde cedo.

 Espero que ela entenda que a celulite, acne e estrias não são o fim do mundo e acontecem até às supermodelos, mas também não são nenhum panfleto para uma pessoa se orgulhar: são problemas de saúde (menores, mas problemas de saúde) que devem ser prevenidos, controlados e tratados.



 Quero que ela saiba que poderá fazer uma tatuagem se isso contribuir para a sua felicidade, mas que se calhar é melhor não; espero que ela cresça sensata que chegue para saber ponderar, porque há vestidos (e mais importante, empregos) que não vão bem com tatuagens.

 E que ela entenda que não terá as medidas da Barbie, mas que com um pouco de sorte genética e bastante esforço e disciplina, pode ser tão bonita como uma - e essa beleza pode vir com as medidas de uma Gisele mas também de uma Penelope Cruz ou Myla Dalbesio - o que importa é que ela não seja preguiçosa nem invejosa, que não vá deitar outras mulheres abaixo por se sentir menos bonita do que elas ou achar que tem direito a palmadinhas nas costas (que é o efeito que bonecas como a Lammily pretendem).

Quero que ela esteja consciente de que poderá ser o que lhe apetecer na vida, desde que use a cabeça - médica, designer de moda, executiva, presidente, cientista ou qualquer outra profissão das mil que a Barbie já teve. Mas que também pode ficar em casa e dedicar-se ao marido e aos filhos (o escândalo!) desde que tenha alguns meios de se bastar a si mesma porque nunca se sabe, desde que ela ame o suficiente esse homem e que ele mereça essa dedicação. Ou trabalhar a partir de casa - e nenhuma dessas opções fará dela menos mulher, ou uma mulher irreal ou incompleta.

 Mais do que tudo, que ela seja bonita por dentro e por fora e que inspire outras mulheres a sê-lo também; que não cresça amarga e complexada que chegue para advogar uma Lammily. Que tenha consciência do seu poder feminino e assim não precise de tirar o tapete aos homens- ou às outras raparigas - para se afirmar neste mundo.E saiba tirar partido da própria beleza para não se sentir ameaçada pela beleza das outras. 

 Se as meninas deste mundo crescerem para serem bonitas, felizes, bem sucedidas e gentis como a Barbie, serão realmente grandes mulheres. Em todo o caso, possam todas as crianças ter sempre Barbies para brincar.



Thursday, November 20, 2014

14 factos da vida que só quem cresceu no campo compreende.



Há alegrias e particularidades que só quem nunca morou num apartamento e/ou passou a vida em casa dos avós que era no campo, ou teve uma casa/quinta/cottage no dito onde estava 50% do tempo, é que pode entender.

 Se boa parte da vossa existência foi gasta entre montanhas e árvores e não fazem a menor ideia do que era "ir chamar o Carlitos do 5º C" para brincar, este texto é para vós. 

(E por mais que sentíssemos uma certa invejinha do Carlitos do 5º C e sua pandilha, os meninos da cidade não sabem o que perderam - é que crescer no mato é uma preparação para a vida!).



1- Até hoje, vocês têm certa dificuldade ao organizar-se em espaços pequenos. Quem toda a vida viveu com caves para isto, alpendres para aquilo, casinhotas para fornos a lenha,  para guardar ferramentas e por aí fora tem sérios problemas em conformar-se com a dura realidade de "apartamentos de luxo" aburguesados com 3 quartos com armários pequenininhos ou cozinhas que não dão para trinchar um frango -  quanto mais para projectos algo ambiciosos, como fazer uma fornada de bolos.



2 - Aprenderam muito cedo a saber estar  e brincar sozinhos (a vossa avó ficava aflitíssima porque isolavam a ler debaixo de uma árvore ou atrás das couves e ninguém dava convosco) por isso não se tornaram pessoas maçadoras e dependentes que precisam constantemente da validação alheia, de preencher o silêncio com conversas de chacha,de publicar de 5 em 5 minutos coisinhas nas redes sociais, ou...gente carente, sabem.



3- Quando não estavam sozinhos, havia os irmãos e os primos...o que vos fez interiorizar de pequeninos que blood is thicker than water ou seja, a família vem primeiro. Os primos tornaram-se os vossos melhores amigos e vão continuar a sê-lo por toda a vida, até porque se se armarem em Judas o assunto resolve-se ao calduço e à bolachada e não deixam de ser família lá por causa disso.
  Depois, há sempre ziliões de primos numa rede intrincadíssima, até aqueles que legalmente já não contam porque são em 6º, 7º ou 8º grau, mas que os avós e o ADN insistem que são primos (o cabelo laranja -vivo do Manel da Azenha de baixo não engana ninguém e a Dona Maria, aquela velhinha simpática que mora na quinta não sei de onde, é tudo tio e primo porque a trisavó dela casou com um irmão do nosso bisavô) e acabamos por ter de engolir a explicação e tratá-los de parentes. Quanto mais não seja, a ver se desistem de nos fazer entender a genealogia toda. A desvantagem é que se corre o risco de vir a implicar com algum primo nosso, mas isso acaba por passar ou, caso algum seja mesmo uma desgraça pegada, faz-se como dizia a Nelly do Monte dos Vendavais: é só não nos darmos com eles e pronto. Mais um menos um...



4 - Aprende-se (e sem pôr os pés nesses workshops zen de banha da cobra!) a ter paciência e a respeitar o ritmo alheio, dando o nosso melhor para não comprometer o processo: as cerejas amadurecem quando Deus quer (e se não chover muito) e não quando nos apetece. Galinhas stressadas não põem ovos, por isso nada de correr atrás delas (aqui prevariquei algumas vezes, confesso). Também nos ensina que nada é grátis nesta vida: quem quer ovos, vai buscá-los. Mas era engraçadíssimo ir ao ninho e descobrir um monte deles! (Qual coelhinho da Páscoa, qual carapuça). E como é impossível não amar os animais e a vida no campo nem sempre é tudo rosas, por vezes fazem-se protestos à custa de travessura, vulgo encharcar com a mangueira um velhote malvado que tinha o mau hábito de bater no burro quando o obrigava a levar cargas ladeira acima. Isso valeu-nos umas quantas queixas lá em casa mas como simpatizavam com a causa, não tivemos castigo.



5- Marmelos e citrinos caídos da árvore dão excelentes projécteis e armas de auto-defesa. Potencialmente fatais. E quem sabe disto, também sabe que a marmelada e as compotas não são uma coisa sintética que nasce nas prateleiras do supermercado estilo Tulicreme, que as nozes e as romãs mancham horrivelmente as mãos, que os ouriços das castanhas picam que se fartam e que os tremoços não crescem por magia no café da esquina- são um sarilho para descascar porque  lançam um pó que provoca uma alergia horrível, o que por sua vez os torna óptimos para criar "pó de comichão" -  partida que nunca preguei, juro.


LEVE??? ONDE???
6- Aprenderam à vossa custa que as vindimas  não são uma coisa glamourosa e pitoresca como pareciam nos livros da escola, em filmes românticos passados em Itália e em algumas revistas todas pretensiosas de vinhos e gourmet, e sim um suplício que dá cabo das costas. Principalmente se se voluntariaram feitos parvos  a pensar divertir-se com a primalhada e os vossos avós ou tios (ou as pessoas a quem eles encarregaram de vindimar e estar de olho em vocês) levaram a sério o vetusto ditado trabalho de menino é pouco, mas quem o perde é louco



7- Parques de diversões nunca vos pareceram muito impressionantes - nada bate fazer bungee jumping de uma árvore abaixo ou escorregar por uma encosta numa casca de eucalipto  a grande velocidade. Alguns ter-se-ão espatifado de bicicleta numa descida por guiarem  sem mãos levando o Jóli à pendura no cesto, ou galgado plantações de repolhos a cavalo ou de mota, sendo perseguidos pela Ti Maria Cachucha ou o marido e apupados de "ai que desgraçado aquele que me deu cabo dos hortos" em altos brados. What a feeling. Os vossos amigos acham-vos enfatuados, mas não é verdade: é que vocês já viram tudo, enquanto eles se sentem uns ganda malucos por fazerem acrobacias com cordas, capacetes e outros recursos de segurança e sem riscos de baterem contra um obstáculo não identificado. Maçaricos.



8 - Souberam sempre que o peru não é um frango gigante que aparece no Natal, mas um bicho que impõe respeito; por alguma razão se diz "estar chateado que nem um peru". O mesmo vale para os gansos, que não servem só para fazer essa crueldade do foi gras  - se bem que, conhecendo certos gansos como eu conheci, acho que terem acabado em paté foi resultado do mau karma que acumularam: são maus como as cobras. Há quem os treine para guardas mas alguns, como o Alfredo de uma tia minha, não se faz nada deles:  o Alfredo não fazia distinções e atacava toda a gente. Não acabou no prato, morreu de velho, mas estava sempre a ser castigado e nem assim. Se um olhar para vocês, fujam. Aviso feito.



9- Seria impossível tornarem-se uns xoninhas medricas porque primeiro, havia sempre o risco de pisarem ou tocarem os limites/couves/ fruta de algum vizinho mais maldisposto, o que implicava um grande raspanete (convém endurecer cedo!); depois porque se habituaram desde o berço a ouvir estórias de lobisomens e fantasmas ou a dar de caras com cobras, lacraus (nunca gostei muito de lacraus) ou aranhas do tamanho de um punho, sem que isso fosse o fim do mundo; e por fim, a ver caves/adegas escuras com teias de aranha (a de um tio meu é uma gruta verdadeira escavada na pedra, não se pode pedir iniciação melhor) cozinhas de lume/celeiros/sótãos tenebrosos com tranças de cebola penduradas, batatas a grelar e outros mistérios (don´t get me started) e fornos de lenha enfarruscados. Hansel e Gretel who?



10 - Aprenderam a ser corteses com todo o mundo porque na aldeia todos se cumprimentam, mesmo aquela velhota que vocês nunca viram na vida e que quer logo saber "a menina pertence a quem?" e em Roma sê romano, or else... alguém ia fazer queixa e o mal era vosso. Bom dia, Sra. D. Não sei quantas, boa noite Senhora Felismina da mercearia, bom dia Tia X ou Y *paragem e beijinho obrigatório* , boa tarde, Ti Manel e não faziam mais que a vossa obrigação.
 Claro que agora estranham quando a porteira do prédio onde trabalham ignora o vosso cumprimento, mas se a senhora é malcriada a culpa não é vossa.



11 - Nunca se deixaram enganar: galos e passarinhos não são fofos como nos filmes da Disney (bem, são fofos mas acordam cedíssimo e entendem que devem ir para as janelas acordar quem não tem a vida deles). Também seria impossível endrominar-vos com patranhas do estilo as crianças nascem num repolho,porque toda a vida viram repolhos e a única coisa que de lá saiu foi cozido à portuguesa ou (à falta de couve mais adequada,que isto das couves é uma ciência) um belo caldo verde. Histórias de abelhas também não resultavam, porque para vosso bem ficavam longe das colmeias, principalmente se o vosso cabelo lembrasse remotamente uma flor (não estou a brincar, aconteceu isto a uma senhora da minha família).



12- A experiência mostrou-vos que comer fruta das árvores é um prazer perigoso: ou porque exageravam, a fruta estava quente e ficavam três dias maldispostos, ou porque se arriscavam a cair da mesma nespereira de onde o vosso avô já tinha caído em pequeno e partido a cabeça, olhem lá cuidado com essa árvore. Caiu mas não morreu e vocês graças a Deus também não, por isso não havia razões para quebrar a tradição familiar. Nem que fosse à socapa.



13 - Conheceram as alegrias de nadar no rio ou num grande tanque em pedra com água fresquinha, não necessariamente só no Verão: muitas caças ao girino acabavam com os aventureiros encharcados até aos ossos, a entrar de fininho em casa para não serem vistos naqueles preparos. Depois disso, quaisquer "rebeldias" de juventude pareciam coisa pouca. E por falar em rebeldias, "sair à noite" tinha um significado precoce e mais amplo: podia querer dizer uma expedição nocturna para caçar gambuzinos ou pirilampos, ir aos bolinhos e bolinhós na Véspera de Todos os Santos ou até assistir com respeito silencioso a uma Procissão das velas, que é sempre impressionante de ver.


14 - Se tinham brio e pais vaidosos da vossa aparência que se fizessem obedecer, desenvolveram um tremendo sentido de estilo para escolher roupas para usar no campo sem se sujarem *muito* ou sem parecerem uns farrapeiros, estilo english countryside. Afinal, não há nada mais pindérico do que andar pelas hortas em traje de cidade. 
 Caso contrário sujavam-se mesmo, andavam todos encardidos até serem "caçados" de volta a casa, mas (isto segundo alguns primos meus mais incorrigíveis) há um certo prazer perverso em ficar que nem um índio, ver a cara de choque dos pais e ser recambiado para a banheira com ar de nojo. Um banho perfumado e quentinho sabe  muito melhor depois de brincar na lama gelada, isso é inegável.

Quando se trata de moda, a idade ainda será um posto?


No processo de construção de um estilo próprio - ou na escolha de qualquer toilette - convém que se considerem sempre diversos factores: o lifestyle, o tipo de silhueta e de beleza, as exigências da rotina diária ( que determinam a quantidade de roupa formal, de trabalho, casual e assim por diante a ter no armário) e...a idade.

  As regras em relação às peças que é correcto ou aceitável usar aos 20, 30, 40, 50 e mais além já não são tão rígidas como antigamente: o reinado do streetstyle, o prolongamento da juventude e a popularidade nos social media de movers and shakers e it girls de várias idades - como Alexa Chung e Anna Dello Russo - vieram modificar a forma como encaramos a moda ou mais concretamente, o estilo pessoal. Depois, nos últimos anos os designers têm procurado voltar aos clássicos, criando roupas de aspecto mais "crescido" que são apetecíveis para todas as idades. Tudo isto diluiu fronteiras que seriam inultrapassáveis há pouco tempo atrás.



 Se nos anos 90 podia parecer estranho uma adolescente usar uma saia lápis ou uma rapariga de vinte anos vestir um tailleur, hoje já não será assim: há uma ironia, uma certa fantasia na forma como algumas peças são usadas. Ninguém dirá que Alexa Chung, com as suas blusas de governanta e "vestidos de avozinha", parece demasiado "matrona" para a sua idade. E do mesmo modo, ideias que eram "proibidas" a mulheres de 40 anos - como o cabelo comprido ou saias acima do joelho - são agora vistas como elegantes desde que usadas da maneira certa, ou antes...de certa maneira.



 Nada disto, no entanto, é desculpa para deixar de parte o indispensável bom senso: não considerar a idade na equação pode envelhecer o visual, pesar ou conduzir a vícios de estilo perfeitamente dispensáveis.
 Ou seja, o factor idade já não é tão determinante como foi em tempos, mas continua (associado a outros mais relevantes) a contar pontos. O sentido do decoro, do adequado e do ridículo aplicam-se a qualquer idade e estilo, mesmo ao mais original.



 Há mulheres que sempre se sentiram mais adultas do que a sua idade real, optando por um visual clássico que mantêm por toda a vida (Anna Wintour, por exemplo). Outras que sempre tiveram um aspecto juvenil, como Kate Moss e Jennifer Aniston, acharão difícil mudar radicalmente - e encontrar uma estranha ao espelho - só porque o BI assim o determina.

Se uma mulher se transformar demasiado, perderá a sua personalidade.
Se recusar ir actualizando o seu visual, parecerá uma caricatura de si mesma.

 Para encontrar o equilíbrio, é sensato ( e mais simples) procurar a harmonia estética em vez de se focar exclusivamente nas convenções sociais, pois o que é correcto para fulana pode ficar terrível em sicrana



Heidi Klum e Claudia Schiffer, ambas na casa dos 40, ficam fantásticas de mini saia, jeggings e botas overknee - um look que também cai bem às meninas de vinte que tenham figura para isso. As duas modelos não parecem ridículas porque

a) Têm uma silhueta impecável
b) Mantêm um rosto jovem e um ar gaiato
c)Todas estas peças são juvenis, mas usadas de modo "adulto": sem mostrar excesso de pele, escondendo o que devem esconder e de forma sofisticada, polida

Podem usar-se peças como a saia curta, as calças justas, as botas ou mesmo os crop tops - mas numa versão de melhor qualidade e em conjunto com peças intemporais e de ar dispendioso, que a partir dos late twenties é imperdoável não ter no armário .



Não da mesma forma que se usou aos dezasseis ou vinte anos. Convém que o visual seja moderno ou mesmo edgy, mas clean. No entanto, nada disto é obrigatório para manter um look jovem -  é preciso que esteja de acordo com o espírito de quem veste. Uma saia lápis é uma solução mais elegante e democrática, que dependendo do espírito e dos acessórios, pode ficar arrasadora em qualquer fase da vida. 

Essencial, dizem os experts, é evitar tudo o que seja demasiado apertado, enfeitado, pintado, curto ou ameninado (pois tudo isso engorda, empobrece e envelhece, acrescento eu).

Segundo a Harper´s Bazaar, "com a idade vem a chance de vestir com uma sofisticação devastadora"...e é verdade. Pode-se nascer elegante, mas descobrir um estilo próprio ou delinear um "uniforme" que sabemos que resulta requer maturidade, experiência, reflexão e um grande conhecimento de si mesma. 

 Por outro lado, a maturidade é relativa - há quem a alcance aos 25 ou aos 30, há quem demore um bocadinho mais...










Wednesday, November 19, 2014

Sejamos Joyful, que cai sempre bem.



 É sempre agradável receber novidades de marcas que admiro e aprecio, por isso fiquei muito contente por ser convidada a conhecer a nova fragrância ESCADA: Joyful.

A ESCADA é uma daquelas griffes de confiança que conhece a medida exacta entre a opulência e a elegância. O nome continua a evocar luxo e a joi de vivre de um mundo despreocupado que já não existe, mas soube transportar-se do high glamour que o celebrizou para uma interpretação actual e despretensiosa.

É inevitável vestir uma peça ESCADA de seda ou lã tão macia como uma pluma, de corte impecável, e não se sentir transportada para um cenário magnífico. É a marca ideal para usar num dia em que precisemos de evocar confiança e boa disposição, de nos sentirmos sofisticadas e subtilmente poderosas, de forma leve, feminina e...feliz. Quando estamos alegres nada nos intimida, tudo parece possível. E uma das formas mais simples de transportar connosco essa sensação é através de um perfume.

Dizem que uma mulher verdadeiramente elegante é a que encontra beleza no mundo à sua volta, que sabe estar em toda a parte, brilhar sem chamar a atenção sobre si e fazer os outros sentirem-se bem consigo próprios.

 A ESCADA resume essa ideia na mensagem de apresentação de Joyful: sorria para o mundo e ele sorrirá de volta.


"Delicado e leve como o orvalho", este é um perfume floral com acordes frutados que combina notas de magnólia, peónias cor de rosa, musgo, sorvete de groselha negra, tangerina, melão, violeta, ciclâmen e frésia rosa, envoltas em favo de mel e sândalo.


Um perfume luminoso que celebra a positividade, espontaneidade e confiança, ESCADA Joyful é inspirado pela beleza dos #Joyfulmoments - instantes alegres e pequenas oportunidades que transformam os nossos dias: receber uma boa surpresa, um bouquet de flores frescas, uma mensagem carinhosa, uma linda manhã de sol depois de uma semana de chuva.

 Criado para transmitir simplicidade, feminilidade e felicidade, Joyful é um perfume discreto  para o  dia a dia, quando não queremos impor a nossa presença nem fazer uma afirmação, mas comunicar elegância de forma suave. Por vezes, fazer-se leve é a melhor maneira de abrir a porta às coisas boas da vida.





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