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Saturday, October 25, 2014

Jogo dos 7 erros: disparates que uma rapariga deve evitar a todo o custo


A mulher que ao chegar aos late 20s ou early 30s nunca pensou "quem me dera ter dezoito anos e saber o que hoje" que atire a primeira pedra. Porém, tenho para mim que se pudéssemos entrar numa máquina do tempo e avisar o nosso eu de 18 anos das asneiras mais comuns, o futuro continuaria na mesma. Porquê? Primeiro, porque o natural era a nossa versão mais nova achar que sabia tudo e mandar-nos passear; depois porque há certos comportamentos que tendem a tornar-se padrões e que são tipicamente femininos, logo só à custa de experiência podemos aperceber-nos do erro e dar-lhe atenção suficiente para mudar alguma coisa. 

Aqui ficam as 7 maravilhas da tolice, sem nenhuma ordem especial:


1- Tomar decisões quando está carente...ou nervosa


É sabido que não se deve ir ao supermercado de estômago vazio, porque até as piores porcarias parecem apetitosas. Com amizades e relacionamentos, 
passa-se o mesmo: conhecer pessoas novas quando se está a passar por um mau momento leva a que se atropelem passos e se ignorem desconfianças naturais, o que pode conduzir a precipitações e arrependimentos. Na mesma linha, nem sempre é boa ideia seguir os nervos e dizer a primeira coisa que nos passa pela cabeça, em modo não vá a ocasião desperdiçar-se. A palavra dita, como a flecha atirada, não volta atrás.  O conselho vale ainda para questões práticas ou de carreira: a pressão pode dar-nos uma coragem que de outra forma não teríamos, mas convém aproveitar esse impulso para pequenas coisas; em escolhas que possam virar a sua vida do avesso é preferível respirar e analisar com calma.

2- Fazer mudanças porque sim...ou para arreliar alguém


Nem a mulher mais sensata, doce e disciplinada está livre de assomos de rebeldia ou da boa e velha ira justa - e isto em qualquer idade. Mas fazer escolhas potencialmente erradas - e que se está mesmo a ver que vão dar para o torto - só porque era o que os seus pais não gostariam e está farta de que tentem controlar a sua vida, ou para se vingar daquele ingrato do seu ex namorado, ou porque está cansada de ser a santinha de serviço, pode correr mal...para si. Certo, eles ficarão aborrecidos, obterá uma saborosa desforra, mas no final é você que terá de andar de vassoura em punho a apanhar os estilhaços. A retaliação é a mais espinhosa das motivações.

3- Desdobrar-se para agradar


Os seres de saias gostam de ver toda a gente feliz à sua volta. Foram programados para sorrir, usar de diplomacia, consertar tudo, ter uma tolerância de Buda e descobrir soluções. Não é por acaso que muitas empresas preferem contratar mulheres! Mesmo as mais dignas e orgulhosas, que passam longe do terrível estereótipo de mulher da luta, não gostam de desistir sem mais aquelas dos projectos, pessoas e relacionamentos em que se empenham. E se errarem farão tudo para compensar o erro, o que pode levar a aproveitamentos e abusos. Regra simples: quando estamos no lugar certo, onde somos realmente apreciadas, não é preciso fazer um esforço sobre humano: as coisas fluem naturalmente. E quando se trata de pessoas, não vale a pena tentar ser perfeita: quem se importa connosco gosta de nós exactamente como somos, terá compreensão e não exigirá mundos e fundos. Virar-se do avesso raramente compensa.

4- Dar tudo por tudo sem garantias


Fazer todas as horas extra e todos os sacrifícios sem recompensa e pior, sem fazer ideia de qual é o seu futuro na empresa, alimentar relacionamentos indefinidos...o medo de perguntar e de pôr as coisas em pratos limpos acompanhado da mania de dar boa impressão, achando que todos são justos e honestos, é o mesmo que carregar um cartaz a dizer "puxem o envelope à vontade". A vida são dois dias e quanto menos se confiar em "acordos de cavalheiros" melhor. Ninguém respeita pessoas demasiado tímidas e passivas - além de que não perguntar pode dar erradamente a impressão de que não se importa com aquilo para que se tem sacrificado.

5- Mudar de visual antes de uma ocasião importante


E usar roupas difíceis de vestir quando está com pressa, ou experimentar um perfume que nunca usou antes de uma reunião sem saber se vai deixar toda a gente (incluindo você) enjoada. Há roupas fáceis de vestir, que resultam sem esforço - e que devem ser usadas nos dias de stress ou pressa - e aquelas que exigem ponderação, logo é imperativo guardá-las para quando tem tempo. Se nunca tem tempo, não inclua essas coisas no seu guarda roupa e problema resolvido.
 De igual modo, não convém mudar de penteado antes de uma grande apresentação ou estreia onde sabe que terá os olhos postos em si: ninguém pode garantir que mudará para melhor e mesmo que a mudança seja pequena, pode ser o suficiente para dar cabo da confiança de ferro que levou tanto tempo a construir. Isto também se aplica ao dia do casamento: nunca percebi as noivas que nunca tendo usado frufrus ou cabelo apanhado na vida, aparecem no altar de chignon e vestido de suspiro. Na pior das hipóteses, o noivo pode embirrar que não quer casar com uma estranha; na menos má, ficará com um álbum que a vai envergonhar o resto da vida ou pôr os seus futuros filhos a perguntar "quem era esta, pai?".

6- Excesso de subtileza


As mulheres são por natureza misteriosas e a discrição é das melhores qualidades femininas, mas tudo se quer na medida certa. Se ninguém percebe as suas intenções, pode estar a passar a mensagem errada e ganhar uma pontaria péssima para os seus objectivos. Por vezes as pessoas são muito despistadas. Se um cavalheiro de quem gosta toma a iniciativa como deve, lhe faz uma corte assídua mas nunca obtém uma resposta que se entenda, pode ficar intimidado e pensar que não quer nada com ele; se está ansiosa por uma promoção no emprego mas não o demonstra (por timidez ou por medo que alguém tente atrapalhá-la) podem julgar que não está interessada ou que não tem garra suficiente para assumir esse papel. Um cavalheiro deve sempre querer dizer aquilo que demonstra, mas às vezes isso também se aplica a nós.

7- Nadar na maionese...e perder tempo


Estar pelos cabelos com um emprego que mal paga as contas mas não fazer uma pesquisa de mercado no sentido de arranjar outro porque anda tão cansada. Ficar presa a um relacionamento que não vai a lado nenhum porque o diabo que se conhece é melhor que o diabo que não se conhece, ou tem medo de magoar o Manel que é tão bonzinho, mesmo que a longo prazo isso vá resultar em infelicidade para ambos. Querer dar um salto de carreira mas ir adiando porque não dá jeito ou sabe-se lá. Estabilidade, segurança e apreciar o que se tem, tudo isso é muito importante; nunca é bom ser imprudente ou encher-se de soberba (vulgo, achar-se tão fantástica que cem pretendentes melhores que o Manel ou 100 cargos fabulosos vão cair aos seus pés assim que puser um pé na rua). 
 No entanto, manter-se em situações sem saída ou que a fazem infeliz por medo de espreitar lá para fora, por achar que amanhã será ou porque não se dá ao trabalho de imaginar um cenário diferente e melhor não só conduz a frustrações graves como causa o efeito "onde é que eu torrei os últimos cinco anos da minha vida"? Tempo é dinheiro e convém levá-lo a sério.









Friday, October 24, 2014

Momento de alívio "esta é pior que eu"


Recentemente precisei de estar fora por uma semana; e se por costume já gosto de andar prevenida com toilettes de dia e noite para cada necessidade (incluindo carteiras, clutchs, agasalho  e sapatos devidamente acondicionados nos seus dustbags) + backups para todas elas, necessaire com o kit de cabelo e maquilhagem e ainda o computador, a situação em causa exigia que eu levasse algumas coisas extra. Como para cúmulo ia viajar sozinha de comboio, não pude adoptar a fórmula do costume (um porta fatos grande e uma mala pequena). 

Resultado: tive de usar um malão com rodas e fartaram-se de brincar comigo por causa disso, que não conheciam ninguém que viajasse com tantas coisas e que era preciso um aio para carregar tudo aquilo. Até houve um senhor no comboio que me ajudou a descer o mostrengo para a plataforma e me perguntou se eu levava ali algum cadáver (coisa que eu não faria porque sou boa pessoa e porque não gosto de cheiretes na roupa ...).

 Pois bem, ontem estava a folhear a Hola e eis que a Senhora Dona Amal Clooney, para uma estadia de três dias (três dias, ora toma!) em Atenas levou uma mala igualzinha e ainda outra mais pequena, fora a vanity case encarnada que vai na mão. E isto tudo vestida de Oscar de La Renta e saltos altos. Vá lá, eu ia com uns jeans Krizia da minha colecção para me mover à vontade, não chego a tanto mas dou-lhe o desconto porque as circunstâncias são diferentes.

 Em todo o caso sabe bem ver que não sou a única. Uma mulher viaja com a bagagem que lhe dá mais jeito e não tem de pedir desculpa por isso. More power to you, Amal!






Bem dizem que as ruivas não são para brincadeiras.


Evelyn Powell, de Criadas e Malvadas (interpretada pela bonita actriz Rebecca Wisocky, que muito adequadamente fez de mãe de Bree em Desperate Housewifes) é uma personagem fantástica e com um figurino extraordinário. 

  Aliás, vale a pena ver a série só por causa do guarda roupa e caracterização de todo o elenco (a equipa de figurinistas e alfaiates é enorme, reparem)  mas sempre que Evelyn aparece é impossível desviar a atenção: cores ricas (bourdeauxs, verdes, dourados). Griffes como Lanvin, Hermès e Helmut Lang. Maquilhagem irresistível para qualquer ruiva atenta. 

 A milionária Mrs. Powell é uma festa para os olhos, mas as suas linhas não ficam atrás. É um pouco fora da realidade "mataste a minha criada, agora quem vai limpar esta porcaria toda?" mas tem um lado compassivo e uma personalidade de ferro.
 Adorei ver como pôs o namorado categoricamente no seu lugar quando ele puxou a cartada de falso Alfa e abusou da sua posição, tentando tratá-la como uma mulher deslumbrada e carente de modo a ter mais ascendente sobre ela.

 "Só porque temos uma relação, isso não te dá qualquer poder sobre mim".

 Spot on. Não faltam por aí "senhores", salvo seja, que só porque têm um envolvimento emocional com uma mulher acham que podem pôr e dispor sem mais aquelas.

 Ora, uma mulher tolera a devida autoridade ao pai pelo respeito que lhe deve (enquanto vive em casa dele e mais além); no mundo do trabalho, pode anuir a ordens com que não concorda muito por parte das chefias (que remédio) e quando casada, deixar o marido ser figura de proa ou mesmo aturar um desmando ou outro (em modo "leve lá a bicicleta")  porque afinal, ele também cede noutras coisas. Fora isso, não há cenário na vida que justifique fazer de tapetinho. Se não existem fronteiras legais ou físicas que definam a posição de cada um, todo e qualquer domínio está na cabeça de quem o permite. Ou seja, cada um (neste caso, cada uma) é tratado (a) na medida em que se deixa impressionar

 E não convém ceder a isso, porque um dia é um dedo, noutro dia é o braço e vai-se a ver a mulher mais segura de si já não é senhora nem do seu nariz. Não basta ter roupas bonitas e toda a pose a condizer: se não se pensa de acordo, está tudo perdido.




Thursday, October 23, 2014

A Cinderela, essa pateta alegre.


Eu que tanto gosto de contos de fadas à moda antiga e que não compro nem um bocadinho a tendência das Princesas Disney modernaças, valentonas e serigaitas, sempre tive cá a minha embirraçãozinha com a Cinderela.

Eu explico: primeiro, porque nas versões mais recentes (que são as que a maioria lê) se perderam pormenores que vinham nos originais de Perrault e dos irmãos Grimm  e por isso a Gata Borralheira, coitada, tornou-se sinónimo de alpinista social... quando a única interesseira na história era a madrasta, que casou por dinheiro e estatuto (noutras versões ainda a madrasta era uma fidalga de brasões empobrecidos, mas continuava a ser interesseira).

Segundo, porque embora se possa dizer que a minha favorita, A Bela Adormecida, também não fez grande coisa por si própria e ficou à espera do Príncipe, em sua defesa a Bela Adormecida estava enfeitiçada e não se conseguia mexer do sítio; foi vítima do equivalente medieval a uma dessas drogas horríveis que agora põem nos copos das raparigas incautas, o que não era o caso da Cinderela. 

A Cinderela estava na plena posse das suas faculdades e mesmo assim continuou a tolerar os abusos da madrasta e das irmãs sem tir-te nem guar-te; se não é a Fada Madrinha vir em seu auxílio ainda agora continuava a limpar as cinzas da lareira que era um gosto. E no fundo, o que é que a madrasta fazia? Metia-lhe medo, só isso: nem sequer arranjou um caçador para lhe tratar da saúde, como a madrasta da Branca de Neve que apesar de tudo era Rainha e uma Bruxa má como as cobras ainda por cima, com um espelho mágico que era pior que um GPS para encontrar a desgraçadinha onde quer que ela se escondesse.

 A madrasta da Cinderela nem ao menos tinha poderes, logo era um caso de a moça se impor à vassourada, ou chamar o juiz de paz ou qualquer coisa. Mas não, teve de vir a Fada para consertar tudo com um bibiddi-boddiddi-boo (adoro essa canção, já agora).




E terceiro porque não tenho nada contra a ideia romântica de ser salva pelo Príncipe Encantado, ou contra uma mulher deixar-se mimar pelo homem da sua vida, ou mesmo de ter um papel mais tradicional se ambos quiserem: mas a Cinderela é um bocadinho demais.

 Quebrado o encantamento, sem a Fada e sem o Príncipe, não lhe resta nada senão uma abóbora e um sapato de cristal desemparelhado. Sem o Príncipe, ela não é senão a Gata Borralheira. Não tem nada de interessante a passar-se na sua vida. Mesmo para experimentar o sapatinho precisou de ajuda e não me admirava que se o Príncipe saísse um grande malvado depois do casamento, ela continuasse a ser tão xoninhas como era com a madrasta,levando ao exagero o papel de esposa extremosa.

  Nenhuma rapariga inteligente, por mais feminina e tradicional que seja, deve cair num caso Cinderela: há que estar sempre prevenida para que as Doze Badaladas não a deixem apeada e sem sapatos. E pelo sim pelo não, pedir à Fada Madrinha que lhe ensine a usar uma varinha mágica  em vez de estar à espera que a velhota lhe arranje calçado, vestido e carruagem de cada vez que lhe apetece. Ser doce, bondosa, paciente e bonita, tudo isso são grandes virtudes, mas...convém ter um bocadinho de miolo. Ser apenas uma Paciente Griselda nem sempre é boa ideia.

9 lições de estilo de beldades famosas


Na vida, há que aprender com quem sabe. Numa época em que o "movimento" #iwokeuplikethis (para quem anda distraído, I woke up like this, inspirado na canção de Beyoncé) anda em guerra com certos exageros de plásticas, maquilhagem e photoshop, convém que as mulheres possam encontrar o equilíbrio. E estas nove senhoras são capazes de ter a receita:


1- Mae West: confiança à prova de bala



Bonita, inteligente, cheia de vida e sem medo de usar as curvas femininas a seu favor, Mae West seduzia tanto pelo seu aspecto como pela joi de vivre e espírito. Sempre alegre, cultivava a arte de não se arrepender de nada, de tirar partido daquilo que Deus lhe tinha dado ("curvas podem ser perigosas, mas não evitadas") e de nunca ser apanhada desprevenida: "esteja sempre no seu melhor. Quem disse que o amor é cego?".

2- Brigitte Bardot: "desarrumado" é chic



A sex kitten suprema possuía o savoir-faire tão famoso nas mulheres francesas; dominava como ninguém a arte do "penteado despenteado" e da maquilhagem ligeiramente desmazelada. Contrabalançava isso com roupas simples, mas impecáveis: effortless chic no seu melhor. Por vezes convém que uma rapariga pareça polida sem dar a entender que passou horas de volta do espelho, para deixar entrever o seu apelo natural.

3- Marylin Monroe: o fitting é tudo.



Senhora da figura de ampulheta por excelência, Marylin aplicava o truque mais precioso para raparigas curvilíneas e de cintura estreita: boa alfaiataria. Embora em alguns dos seus filmes usasse  vestidos tão coleantes que precisavam de ser cosidos nela, evitava-os na vida real, assim como às roupas demasiado largas ou esvoaçantes. Todos os seus looks eram desenhados para delinear as formas sem exagero, em bons tecidos e sempre com um sentido infalível das proporções - uma escola comum a deusas do ecrã de ontem e hoje, como Gina Lollobrigida, Raquel Welch, Sophia Vergara, Penelope Cruz ou Eva Mendes.

4- Sophia Loren: dieta, ma non troppo

Magricelas na adolescência, a musa romana/napolitana disse sempre dever à pasta as formas que a celebrizaram - o que não implicava ausência de cuidados. Belíssima ainda hoje, Sophia recomenda que se coma um bocadinho de tudo, que se prove disto e daquilo mas não demasiado e que se acompanhe isso de um pouco de movimento. Uma mulher enjoada, que não saiba viver, não tem graça nenhuma.

5- Kate Moss: be yourself

Criticada no início da sua carreira por não corresponder ao tipo físico das top models, a petite Kate Moss fez escola como digna sucessora de Twiggy e Penelope Tree. Para a longevidade do seu êxito contribuiu muito um sentido de estilo apuradíssimo, que continua a fascinar fashionistas por todo o planeta. Kate nunca teve medo de brincar com os clássicos, de se antecipar às tendências e de recorrer a misturas (novo com velho, barato com dispendioso) vestindo aquilo com que se identificava sem fugir demasiado ao que a favorecia. Ter alma é meio caminho andado.

6 - Jackie Kennedy: fiai-vos nos básicos

Embora tivesse introduzido inovações - a maior das quais foi a de ser uma Primeira Dama que brilhava *ainda* mais do que o marido- Jackie mantinha uma base simples e irrepreensível nas suas toilettes. Apontamentos como pérolas, que ela mesma disse serem "sempre apropriadas" e um porte racé faziam o resto. Por isso não há um único retrato dela que pareça feio ou datado: praticamente tudo o que vestia pode perfeitamente ser usado hoje. Less is more!

7- Grace Kelly: qualidade por dentro e por fora
Outra senhora de perfil aristocrático e pouco dada a novidades, Grace Kelly não corria riscos: os seus visuais eram sempre discretos,  imaculados, com peças de extrema qualidade adaptadas à sua figura de cisne (segundo as costureiras, ela era tão bonita que as roupas quase não precisavam de retoques) e com uma noção perfeita do uso da cor. A futura Princesa Grace procurava a elegância e não tanto atrair os olhares; mais do que isso, era sua graciosidade natural que cativava, aliada ao facto de ser gentil e educada com toda a gente. Nenhuma mulher pode ser linda por fora se não for bonita por dentro também.

8- Audrey Hepburn: preto é sempre elegante
Tal como Grace, Audrey era uma verdadeira senhora, serena e disciplinada, que se regia por máximas como "gentileza, "não fazer um espectáculo de si mesma, colocar sempre os outros primeiro e comportar-se sempre como se não estivesse sozinha". Essa discrição casava lindamente com o seu uso do preto: salvo raras excepções, é muito difícil estar mal de negro. É uma base perfeita, compõe uma toilette rapidamente e 
presta-se a várias inspirações: elegante, nonchalant, punk, gótico, romântico e por ai fora.

9 - Monica Bellucci: deixar brilhar a Deusa interior
Tornou-se conhecida no início dos anos 90 e continua a ser considerada uma das mulheres mais belas do mundo. Como boa italiana, Monica vai-se adaptando de acordo com o passar dos anos mas mantém-se fiel ao estilo que a celebrizou: longo cabelo escuro, lábios cheios, pele imaculada e vestidos clássicos Dolce & Gabbana (que ficam bem em qualquer idade). Nota-se que faz por conservar a juventude e a beleza mas sem exageros, porque a sensualidade é algo que vem de dentro: tem mais a ver com o charme que se irradia, com a alegria de viver, com a autoconfiança de quem toda a vida foi bonita (e acima de tudo sabe jogar com isso, porque há mulheres bonitas que não fazem ideia) do que com o pormenor de uma linha ou outra. Nenhuma mulher pode mostrar a deusa que há em si se passar a vida preocupada em ser perfeita: há que escolher o que mais favorece, aquilo que se sabe que funciona e deixar-se ir.














Wednesday, October 22, 2014

Palermices do dia: o espanholito arrivista e a Bridget Jones a fazer das suas.



Espanha ficou banzada com o alpinista-social-espertalhão-com-cara-de-bebé que conseguiu enganar meio mundo e até ser recebido por Filipe IV.

  Não sei porquê: única coisa que me espanta aqui é o ar de jardim escola do mocinho, que com vinte anos parecia ter dezasseis no máximo... quanto mais credibilidade para convencer alguém.
 De resto, não faltam peralvilhos ambiciosos, treinados nas vendas de batidos milagreiros da vida e ansiosos por aparecer, com lata e falta de escrúpulos para isso e para muito mais. Talvez tenham menos sorte ou sejam mais prudentes, mas o modus operandi e as motivações não diferem: ora trocando de partido político como de camisa, ora furando bolos em tudo quanto é organização ou ainda engraxando das piores maneiras quem encontram pelo caminho, os patos bravos deste género começam cedo. Coitadinhos, sentem-se complexados socialmente e inventam uma identidade lá mais a seu gosto, ou mais a condizer com a ganância que os move. Sociopatazecos destes são sempre ridículos e felizmente a maioria acaba assim, alvo de chacota. Moral da história: quando alguém sorri muito, se faz muito útil e fofinho e servil, há que ter as orelhas equipadas com radar, como o Casimiro...



E enquanto isso, o resto do planeta admirou-se muito com o novo rosto de Renée Zellweger. Não sei que diabos a actriz fez à cara, mas descaracterizou-se completamente. Se calhar o bronzeado e uma maquilhagem diferente ajudam à transformação, mas houve quem a confundisse com Cameron Diaz e a mim parece-me a Rainha Letizia!
 Onde estão o maxilar anguloso, os olhos achinesados e os lábios almofadados que eram a sua imagem de marca? 
 Não tenho nada contra pequenas intervenções de aperfeiçoamento ou para manter um ar jovem, mas bem dizia a avó que é pecado querermos ser muito diferentes daquilo que Deus nos deu. É que se corre o risco de ver uma estranha ao espelho, o que é no mínimo esquisito...
Porém (aqui entre nós que ninguém nos ouve) eu que até gostei muito de a ver em Chicago, sempre achei que a actriz era um pouco exagerada: estragar uma silhueta como ela tinha só para interpretar Bridget Jones, um dos piores exemplos jamais escritos para as mulheres? 



Não anunciava coisa boa. Bridget Jones era assim uma desgraça ambulante: desleixada, bêbeda, trapalhona, promíscua, um tapetinho sempre disponível sem um pingo de dignidade, e ainda se queixava da vida. Não sei como é  que as mulheres se identificaram com uma personagem tão patética e embora me tenha rido numa cena ou duas quando vi de relance os filmes na televisão, encolhia-me sempre que reparava nas bochechas encarnadas de Renée e no seu aspecto inchado.
 Quem faz uma faz um cento, logo não se admirem da mudança radical: é só mais uma. Há pessoas assim, que arriscam mesmo quando não vale a pena.

Tem um irmão? Ouça-o!


Ser rapariga e ter irmãos rapazes - mais novos ou mais velhos não importa, porque eles acham sempre que mandam assim como assim - é ter um comando para-paternal sempre por perto.

 É que eles são muito protectores, pelo menos os irmãos que eu conheço (ter um e mais uma data de primos com irmãs qualifica-me para falar do assunto, vá).
 Por vezes, mesmo que o pai não seja extra rigoroso na conduta de uma rapariga, o irmão, mais actualizado quanto às últimas modas e comportamentos, terá algo a dizer nos critérios "não gosto que irmã minha frequente esse sítio", "essa amiga não é boa influência", "ela vai sair assim à rua?", ou , mais importante, "esse rapaz não presta".

 É que sendo homens, eles têm acesso a informação (vulgo, conversas masculinas) que nós não temos e a subtilezas que nos escapam. Certas roupas, hábitos ou companhias em que as mulheres, por certa ingenuidade, não vêem maldade alguma, para eles - que falam uns com os outros e sabem o que se diz e a impressão que essas coisas causam - têm outro contexto.  Por isso, a visão da realidade dos irmãos e o conselho deles não é de desprezar.


 Por exemplo, eu nunca fui fã de tatuagens. Era uma daquelas coisas que achava graça ver nas outras pessoas mas nunca me passou pela ideia aderir. No entanto, a única que me parecia resultar realmente bem no corpo feminino era nos rins: achava que ficava bonito e que é uma zona que se esconde facilmente. Comentei isso com o meu irmão, ao ver passar uma rapariga que por acaso era bastante elegante. Pois bem, desenganou-me logo ali: O quê, um tramp stamp??? E se eu por acaso sabia o que era um TRAMP STAMP. Não, não sabia, nem sonhava o que era isso: nós mulheres, mesmo as mais bem comportadas e a quem nunca ocorreria aparecer em público em preparos mais provocantes, tendemos a apreciar as coisas só pelo seu efeito estético. Não temos a mesma malícia, nem estamos a par do que eles dizem uns aos outros. Fiquei informada que aquela tatuagem correspondia  a um "selo de galdéria" - e cheia de pena das mulheres que não tinham irmãos para lhes ensinar o que isso era. Se calhar houve imensas a tatuar um "tramp stamp" sem saber a conotação da brincadeira.

 Já mencionei aqui que se uma toilette me deixa dúvidas quanto à sua correcção e bom ar, o tira-teimas é o meu irmão: não percebe nadinha de moda nem quer, mas tem um bom gosto extremo e um olho apuradíssimo para a subtileza. É que eles sabem, têm um  instinto fantástico; acima de tudo reconhecem o que gostariam de ver numa rapariga para levar a sério, e aquilo que os homens gostam de ver...mas no mau sentido.

 Pois bem, essa protecção fraternal é especialmente activa quando se trata dos namorados das irmãs. E segundo este artigo, não há nada mais seguro do que a opinião dos irmãos quando se trata de apresentar um pretendente à família.

 Sendo a versão masculina de nós e estando destituídos de envolvimento emocional ou de expectativas em relação à pessoa, eles vêem aquilo que nos escapa. Um pai terá essa percepção, certo, mas o pai é o primeiro alvo da bajulação natural num pretendente, ou da "operação-desarmar-potenciais-sogros" . Ele tentará agradar ao pai, lisonjeará a mãe, será amoroso com as irmãs, avós e tias mas se calhar vai descuidar-se perante o irmão que não é, afinal, a autoridade máxima da família, e mostrar-se a ele tal como é. Em última análise, todos os homens sabem ser malandros, ou pelo menos terão amigos malandros (é preciso um para reconhecer outro) logo o irmão vai detectar mais facilmente qualquer sinal de pantominice.

 Onde os pais verão um homem que possivelmente vai tentar tornar a filha feliz - e terão o raciocínio toldado por ver a sua menina tão contente - e as irmãs ou amigas poderão achar que ela teve imensa sorte, um irmão terá uma data de grãos de sal e vai avaliar o homem tal como ele é, independentemente de se apresentar sob o título ou capa de namorado da irmã.

 Certo é que para um irmão consciente, nunca homem nenhum será perfeito para a sua maninha querida e poderá surgir o complexo "o meu irmão embirra com qualquer um!" mas vale sempre a pena dar ouvidos. Talvez ele não acerte a 100% no seu profiling, mas saberá distinguir o indeciso, o fraco, o engatatão, o atrevido, o fura vidas, o vaidoso, o egoísta, o ciumento. Depois é somar isso ao seu próprio instinto e às evidências. O parecer fraternal deve contar pelo menos 50 pontos em 100 na aprovação da pessoa em análise.

 Quem não tem irmãos, poderá pedir a um primo com quem tenha crescido (e de preferência, que tenha irmãs) que se voluntarie para o papel. Antes prevenir...


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