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Wednesday, November 21, 2012

Aprendam, mulheres da luta...



E apetece-me acrescentar mais um always, bem marcado. Ponto. O desespero é a pior característica que uma mulher pode demonstrar, e só perde para a falta de dignidade que o acompanha. Por ambição, por vontade de assentar a todo o custo ou por aquilo que julgam ser "amor", não faltam por aí mulheres da luta, prontas a fazer todas as tolices para agarrar um bom partido. 



Falo -vos disto novamente , questão já amplamente debatida por aqui, graças a uma história cujo final infeliz  ouvi há uns meses. Curiosamente, vim a ter notícias da maior e mais irritante mulher da luta que já me foi dado conhecer - ou da segunda maior, vá, que distribuir justamente os lugares num pódio destes é tarefa ingrata: nunca conheci uma de que gostasse, ou que não fosse desequilibrada noutros sectores. Uma mulher desesperada é, temporária ou permanentemente, uma grande maluca, com sérios parafusos soltos. 

Mas divago: a mulher em causa, chamemos-lhe J., tinha um namorado desde os tempos de liceu. Com os anos, ela desleixou-se na aparência e no brio: ele, no entanto, era um rapaz de magnífica presença mas pouco juízo, e solicitações não lhe faltavam. As faltas de respeito não tardaram e o namorado, chamemos-lhe R., dava todas as provas de já não estar empenhado na relação.  Porém, ela meteu na cabeça que estavam juntos para a vida e que tinha de ser assim, por pouca felicidade que isso lhe trouxesse. Terminaram inúmeras vezes e mesmo quando estavam oficialmente juntos, R. mantinha casos com outras raparigas. Julgam que a J. se importava? 

Fechava os olhos e tolerava, com pontuais provocações às rivais, com a ajuda de amigas tão tontas como ela (que em vez de lhe abrir os olhos torciam para que tudo "acabasse bem") e uma explosão uma vez por outra. Sabotou-lhe vários novos namoros em cada interregno, mas nunca procurava sair com outros rapazes -  esperava e desesperava, como se não houvesse mais homens à face da Terra. Quando R. tentava pôr fim à situação de uma vez por todas ela fazia cenas, ora de histeria e perseguição em público, ora de chantagem emocional. Porque estava doente, porque tinha gasto a sua juventude naquele namoro (por culpa de quem?) e ele tinha obrigação de casar com ela, porque mais nenhuma teria  a mesma paciência para as liberdades, facadinhas e indiscrições dele. Complementava tudo isso com uma abjecta solicitude, com a comédia " eu estou sempre aqui para ti" e muita, muita graxa. 

Quando tudo isso falhava recorria aos pais, que tinham algum poder económico, para aumentar a pressão: ai, que o papá dá-nos isto e aquilo, nem precisas de trabalhar, é cama, mesa e roupa lavada de graça, e por aí fora. O caso era motivo de chacota e toda a gente esperava para ver o desenrolar da tragédia que era, aliás, totalmente previsível: R. não era mau rapaz, mas pecava por fraco e doidivanas. E o que tinha de suceder sucedeu. Após uma fase tempestuosa, J. conseguiu finalmente arrastar R. até ao altar. Quis uma grande festa para inglês ver - e para fazer inveja às amigas, como é apanágio de mulheres que adoram marcar território. Eram dois seres totalmente alheados um do outro que ali estavam a dar aquele passo perante Deus e os homens, mas isso pouco importava. Ele não a amava...e depois? Tinha levado a dela avante. Deu um grande suspiro de alívio, como quem diz "ganhei" ou como quem leva o cordeiro para o holocausto, depois de o ter perseguido monte abaixo, monte acima, anos a fio...a Lua de Mel deve ter sido digna de registo!


      Uma vez casados, todas as máscaras caíram, todos os ressentimentos vieram à tona. Ele sentia-se coagido e encurralado e se a atracção já não existia, não foi o Sacramento do Matrimónio que a despertou: em breve voltou à sua vida de bon vivant, dez vezes pior do que antes; agora que tinha o título de marido, não precisava de estar com cerimónias. Ela tinha conseguido o seu objectivo, não podia exigir mais nada dele. Quanto à esposa, agora que já não necessitava de tentar agradar (o bom e velho "já me casei!") deixou transparecer toda a raiva acumulada ao longo de anos e anos de humilhações e desfeitas. Como podem adivinhar, foi o inferno na terra e poucos dias durou. Tantos anos investidos para um casamento relâmpago; a "vitória" foi de pouca duração. 
A mim, que fui educada no antigo costume "quando um homem quer uma mulher, não há nada que o detenha" e "aquilo que tem de ser nosso, às nossas mãos vem parar" não consigo entender estas mulheres sem vida, nem amor próprios. É um mistério a ser urgentemente explorado pela antropologia, pela psicologia, e sabe-se lá que outras disciplinas possam ser úteis para analisar o fenómeno...



6 comments:

Pusinko said...

Essas 2 regras de ouro também me foram incutidas há muito tempo. E, a verdade é que, até hoje, não passaram de moda.
É triste quando uma mulher age assim. Enterram-se sózinhas e não podem culpar ninguém.


(Escreves muito bem. Vim ao teu blog recentemente e perdi-me em imensos posts encadeados. Adorei ler sobre moda aqui, que não é tema que me encante na blogosfera, e fora dela também).

lena said...

Infelizmente há muitas historias assim. A minha mãe também me dizia muitas vezes que "o que tem de ser nosso as nossas mãos vem parar" e é verdade. Não entendo este tipo de obsessão que nunca acaba bem.
beijinhos grandes.

Carla said...

Conheço uma "cega que vê, mas não quer ver", que se casou com um D.Juan de vão de escada e que me dá nos nervos só de o ouvir. Ah e o velho "golpe da barriga" que ainda "produz os seus frutos". E eu que pensava que já ninguém caía nessa, mas tenho um caso na família.

HAHAHA lembrei-me agora de uma que tinha tanto medo de ficar pendurada que no dia do casamento chegou primeiro que o noivo.

Charmoso said...

Infelizemente, devo de te dizer, que ele tem tanto de vegetal nabiço quanto ela.

beijos com charme

Imperatriz Sissi said...

Completamente. Muitíssimo obrigada, é muito bom saber que o que escrevemos é apreciado :D
Welcome e beijinhos.

Imperatriz Sissi said...

eheheh, meninos, adoraria responder em detalhe aos vossos comentários- só histórias do arco da velha :D
O blogger está a embirrar com a caixa de respostas, mas vou tentar mais tarde. Beijinhos.

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