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Friday, May 3, 2013

Tua pegada digital te condena!

                             

Esta semana, por questões profissionais, ouvi frisar uma ideia interessante: a importância da qualidade da nossa pegada digital - nomeadamente, o que é colocado nas redes sociais. Não vou alongar-me sobre o óbvio (manter listas separadas de partilha e não publicar imagens em situações pouco próprias é uma questão de evidente bom senso). O que algumas pessoas não se apercebem é que, além das tags que se não houver cuidado, podem fazer retratos menos favorecedores perseguir-nos ad aeternum, com as novas "engenhocas" disponibilizadas por redes como o Facebook, qualquer estranho com vontade  de nos investigar (ou motivos razoáveis para isso, como uma candidatura a um cargo) consegue ter acesso aos nossos Likes, às imagens comentadas, etc. Sim, o like colocado àquela pequena com péssimo ar, ou à boca foleira, ou ao comentário ordinário de um amigo, tudo fica disponível para tutti quanti. É claro que isto é uma questão do perfil psicológico e do background ou hábitos de cada um, assim como das definições de privacidade que adoptamos, sendo certo que aquilo a que "achamos piada" numa rede social é um reflexo daquilo que somos na realidade. Não deixa de ser óbvio que a nossa presença no Facebook nunca se afasta muito dos nossos verdadeiros gostos e preferências. Se eu detesto futebol, dificilmente partilharei, "likarei" ou comentarei algo sobre o assunto. Abomino lamechices. logo nem morta gosto, partilho ou comento imagens pirosas de ursinhos com dizeres em "brazileiru", lagriminhas ou coisas a puxar ao sentimento.  O contraste só é realmente mau quando alguém pretende mostrar públicas virtudes, um aspecto muito responsável, erudito e respeitável, e depois denuncia o seu verdadeiro  eu pelos "gostos" ou por fotografias em actividades que não batem certo com a imagem que se pretende fazer passar. Queiramos ou não, as "redes" são espaços públicos e sociais, tal como uma discoteca, um bar, um teatro. Julgar que separamos totalmente  totalmente a nossa actividade virtual da nossa dimensão real é um erro crasso - e pode custar caro à nossa imagem. Como em tudo na vida, não basta ser sério, ou parecer sério. Há que sê-lo e parecê-lo. Dura lex, sed lex...

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