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Saturday, February 15, 2014

Quando na dúvida, decotes.



Por muitas inovações que os designers imponham à passadeira encarnada, um clássico é um clássico. Os decotes amplos fizeram sucesso na Roma Antiga, na Renascença, na corte de Maria Antonieta, atravessaram incólumes a rigidez vitoriana e estavam presentes quando o Titanic se afundou. E para quem foi abençoada com um busto de escultura, ombros elegantes e cintura estreita, esconder o colo é quase pecar. Não é preciso, claro, ir tão longe como Scarlett Johansson - destapar a clavícula, para o dia, e um pouco mais, para a noite, já causa efeito suficiente.

Impõe-se, obviamente, o bom senso: reservar os modelos mais chamativos (leia-se, descobertos) para eventos depois do pôr do sol que não sejam revestidos de grande seriedade ou solenidade; escolher bons tecidos e uma excelente execução, para que o conjunto resulte sofisticado e de qualidade, nunca vulgar; cobrir o resto do corpo e de não exagerar nas jóias (por vezes, com décolletage maior o efeito é mais dramático sem nada) e acima de tudo, investir em roupa interior que mantenha tudo no lugar certo sem ser vista. 

Mas sejam Queen Anne, barco, quadrados, camponesa ou shoulder- to-shoulder como este magnífico Atelier Versace espartilhado que a actriz usou em Veneza, são a mais bela moldura para um rosto bonito e um pescoço de cisne. Básico, elementar, e garantia de agradar a *quase* todas as audiências. Ou a todas, se considerarmos a inveja uma manifestação de sucesso.

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