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Sunday, June 15, 2014

De dress codes - e um malandro de um vestido baratinho.

   


Há coisas que só se vêem em revistas de outras paragens. Se queremos artigos sobre a forma certa de usar chapéus, por exemplo, o melhor será espreitar uma publicação espanhola ou inglesa - países onde as tradições bonitas e os códigos de vestuário se mantêm mais do que cá.

Ora, a Marie Claire do Reino Unido publicou uma selecção de vestidos para usar na temporada de corridas.
 Sendo certo que a day at the races não é o programa mais habitual no nosso país (lá dizia o Carlos da Maia, "a verdade e que não há corridas...")  as revistas portuguesas bem podiam dedicar-se a escrever artigos que instruíssem as pessoas a vestir para os eventos que ainda se fazem pelas nossas bandas. Sei lá, o que levar à feira da Golegã. Ideias de visuais para ir aos Santos Populares sem parecer vulgar.
 Ou vá, mais textos sobre o que usar consoante o horário e local dos eventos.

Anteontem falava eu com uma amiga que é dona de uma elegante loja, e fiquei surpreendida quando ela me disse que "os vestidos compridos de cerimónia se vendem muito bem para casamentos de dia, porque as pessoas não têm noção do horário e ambiente em que podem usar vestido longo".

 Ontem, à saída da Igreja, vi mais uma vez convidadas a usar fatiotas mais próprias de uma saída à noite. E isto nem é só uma questão de fé (que neste caso, caberá a quem de direito lembrar) mas de noção das ocasiões.

Está bem que este é o tipo de informação que se aprende em casa e uma intuição que só o hábito pode aguçar, mas os códigos de vestuário aligeiraram-se tanto que por vezes já nem são respeitados nos meios em que se deviam fazer cumprir - logo, nunca será de mais lembrar, manter e ensinar. Hábitos e tradições precisam ser exercitados para que sejam levados a sério e não se percam.

  Embora respeitar o protocolo tenha as suas dificuldades, também facilita a busca na hora de ir às compras e torna mais divertido o processo de escolher o que usar.

 Para quem tem uma vida social movimentada, é aconselhável ter em casa uma selecção de toilettes para cocktail, black tie, white tie, baile e assim por diante; mas quem precisa de comprar só para ocasiões pontuais beneficiará igualmente deste tipo de informação.

 Logo, custa-me a entender como não há na nossa imprensa artigos regulares que tirem as leitoras de apuros escusados...

  Entre as sugestões da Marie Claire, estava então este vestido adorável e do mais acessível que há. É de brocado, tem a cinturinha no lugar certo (se há coisa que me irrita são as cinturas "nas orelhas" que se vêem muito agora e não favorecem quase ninguém) verde (uma das cores que mais gosto de me ver) e a bainha onde deve estar, abaixo do joelho.


H&M

 E já me deixou em conflito, porque primeiro, o material parece ter boa caída mas não é tecido natural; segundo, porque se o comprasse teria de mandar adaptar o decote; e terceiro, porque a H&M não vende online e como a de cá não é nenhum primor, duvido que tenham este modelo... eu não sou menina de andar a correr as lojas de fast fashion à procura de coisas, não. Vou estar de olho na próxima vez que sair da cidade e com sorte, nos saldos ainda o agarro para a minha colecção. Fica a sugestão para quem procura um vestido adequado para esta temporada sempre fértil em casórios e baptizados, que não escandalize os santos no altar nem faça estragos na carteira.


2 comments:

Sandra Marques de Paiva said...

Por acaso ando mesmo à procura de um vestido para um casamento, nunca tive tarefa mais árdua e o pior é que nas lojas me tentam impingir vestidos "para ir à discoteca" como vestidos de cerimónia. É uma canseira...

Paula said...

Como sempre, na mouche, imperatriz!
Por isso (continua) a ser tão bom ler o que por aqui se escreve!
http://vidademulheraos40.blogspot.pt/

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