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Monday, August 18, 2014

Piada do dia: ao que chegou a "igualdade", cavalheiros!


Estava eu no supermercado, a pensar na minha vidinha, quando me deparo com esta bela revista. 

Reparem no título e digam-me cá se "pais grávidos" não parece estranho, no mínimo.

   Já tinha mencionado por aqui algures que essa coisa de um casal se dizer "grávido" me soa bastante disparatada e um bocadinho contra natura. Como se um homem, para mostrar que cumpre as suas obrigações, que não foge às suas responsabilidades (também era só o que faltava) e que se importa com a sua mulher e com o herdeiro que vem a caminho, ou que forma um casal muito unido com a mãe do seu filho, tenha de se feminilizar desta maneira.


Resposta à pergunta do pequeno: "Não, filho, graças a Deus ainda não chegámos a tanto!"

 É que pelo andar da carruagem, um cavalheiro que diga simplesmente "vou para casa a correr, a minha mulher está grávida" como sempre se usou desde que o mundo é mundo e não se inclua a si próprio, compungida, efeminada e babosamente, no estado de graça... é um verdadeiro brutamontes, um insensível, um pai desnaturado, um marido sem coração.

  Ainda estou para compreender esta mania de despir os homens da sua masculinidade -  tirando-lhes toda a iniciativa, fazendo deles uns pés de salsa - e depois aqui D´El Rei, que já não há homens e são todos uns bananas. Nada disto é para admirar vendo a disseminação de ideias destas (aviso aos olhos sensíveis) ou  destas vendidas pelos media ao público como a única forma de pensar: uma mulher que queira ser bonita e se comporte como uma mulher é antiquada, um homem que se comporte como um homem é um selvagem. E ai de quem não subscreva esta ordem das coisas...

 Primeiro, afirmar que um casal está "grávido" será dizer que o contributo masculino não serve para nada - só os 9 meses no ventre da mãe é que contam e pronto, chama-se-lhes "grávidos" em jeito de consolação, para os coitados terem um bocadito de protagonismo na situação toda.

 Ora, a Natureza que é muito sábia criou as coisas assim por algum motivo: no tempo das cavernas não havia de dar assim muito jeito ambos terem uma barriga enorme. Vinha uma fera, e depois? Cada um fugia atabalhoadamente para seu lado? Não, tinha de haver um elemento apto e ágil para proteger a mãe e, passe o termo que isto há gente muito sensível, a cria.

 Um casal "grávido" é como um cego a guiar outro. A última coisa de que uma mulher que esteja de esperanças precisa é de um companheiro tão sensível como ela, com as hormonas ao rubro (para usar um termo igualmente parolo) a choramingar, a ter desejos às tantas da manhã (dizem que acontece, mas daí a assumir-se tal coisa...) e a enjoar à mesma velocidade. Olhem que rica ajuda...

 Que se acompanhe às consultas, que se dê todos os mimos, muito bem; que se assista ao parto é lá com cada um (pessoalmente acho que isso é assunto de mulheres e que não fica lá muito bonito aparecer à cara metade descabelada, aos berros e tudo o que nós sabemos, mas são opções individuais); que o pai se comova imenso quando vê o bebé, que tome conta dele, é de derreter uma pessoa. Mas dizer-se "grávido" é, sei lá...um nadinha piegas (o que não tem nada a ver com ser carinhoso). Na mesma onda dos homens que falam à bebé com as namoradas, mas pior.

 Se há altura em que uma mulher necessita de um homem a sério, paciente, sereno e protector, é essa. Agora um grávido cheio de fanicos, bem...deixem essa parte às senhoras e vão buscar tâmaras às cinco da madrugada, dar massagens, oferecer presentes, levá-las a passear e outras coisas que as mães realmente agradecem. Não têm mesmo coisas mais masculinas para fazer?









2 comments:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Também não me parece que o meu Bomboco vá ficar "grávido" lol. Grávida ficarei eu, e provavelmente insuportável, não necessito de outro que fique igual a mim! Estas paneleirices de ultimamente também me chateiam e de facto tornam os homens um bocado "bananas".

Rainha do Retro said...

Sissi, não pude evitar relembrar-me disto:
https://www.youtube.com/watch?v=onDCvHtHSkY

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