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Wednesday, October 8, 2014

Princesas Disney, para não se dizer que eu não falo delas.


 Na internet e na blogosfera, é evidente o fascínio com as Princesas Disney e as análises mais ou menos profundas que provocam: de artigos que parecem teses vulgo A Condição Feminina à luz das Princesas Disney a tutoriais de maquilhagem, passando por paródias e vídeos musicais, há de tudo.

Não importa agora analisar os motivos, mas está claro que as mulheres feitas - mesmo as que questionam o papel e as escolhas das Princesas e se elas precisam ou não de um Príncipe que as acorde e de um final feliz para se sentirem completas e rebebebéu- não parecem dispostas a largar a sua infância.

Como a maioria, eu que era muito feminina menos quando derretia os rapazes com pancada, adorava os filmes da Disney. É claro que de  Pocahontas em diante (ou terá sido depois do Corcunda de Notre Dame?) começaram a modernizar as cantigas -e nas versões portuguesas, a estragar as dobragens - a tornar as princesas demasiado p´ra frentex e a introduzir o 3-D e...nunca mais foi bem a mesma coisa. (A Princesa e o Sapo foi um bom esforço para voltar ao antigamente e não desgostei de Brave nem de Tangled, mas a antecipação e a magia já não são iguais e acho que não é por eu ter crescido). 

Mulan foi a desgraça das desgraças, com aquelas cantiguinhas pop com textura de água de lavar pratos- tanta coisa gira que se podia ter feito com música chinesa, senhores!



 De qualquer modo, embora Alladin - que tinha um génio com poderes cósmicos e fenomenais, e aquela entrada em grande na cidade!! - e a Pequena Sereia (quem não aprendeu com a Úrsula a importância da Body Language?) fossem dois dos meus preferidos,  já devo ter dito algures por aqui que os meus eleitos eram e serão A Bela Adormecida e A Bela e o Monstro.

Nem tão xoninhas como a Branca de Neve e a Cinderela, nem tão serigaitas como a Elsa e outras modernaças da nova geração, que no meio é que está a virtude...

Gostava das duas Belas, a primeira porque é uma fábula gótica e porque enfim, a Aurora é a princesa mais classicamente bonita e mais misteriosa, a que melhor encarna o ideal do Conto de Fadas. E da segunda, por várias razões: o ambiente do castelo abandonado, a reclusão com o monstro, a estranha história de amor, o vestido de baile off the shoulder, o Príncipe que era lindíssimo e o Gaston, coitado, que era um pateta mas um pateta bem parecido. 

 Sempre me identifiquei com a Belle, rapariga que não se deslumbra com coisa nenhuma e que como eu, passava a vida de nariz nos livros. Com muita pena minha, tive a boneca da Aurora (ainda a guardo com muito carinho) mas deixei escapar a Belle e o Príncipe, e as edições que vieram mais tarde eram tão fraquinhas que não valiam a pena...

3 comments:

Susana Correia Dos Santos said...

O meu favorito também é a Bela e o Monstro. E o castelo é lindo, mesmo quando está na escuridão e ao abandono...

Sérgio S said...

A minha pequenina é mais as fadas da disney... Modernices...

Imperatriz Sissi said...

@Susana, eu sempre achei a versão abandonada do castelo mais interessante. Todo branquinho perdia um pouco o encanto.

@Sérgio, no meu tempo só havia a Sininho (ainda não tinha as amigas)a fada do Pinóquio, as da Bela Adormecida e a fada Madrinha.

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