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Wednesday, October 8, 2014

Quando eles são mesquinhos.

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As mulheres têm defeitos terríveis e podem ser vingativas em certas circunstâncias. A mesquinhez não é, aliás, apanágio nem de uns nem de outros. Mas quando um homem decide ser mesquinho... é mesmo. Não lhe importa a educação que teve, nem se faz um tolo de si próprio ao peguilhar por coisinhas, nem se falta à sua própria palavra quando escolhe as retaliações mais ridículas ou os argumentos mais baixos. 

Quando as coisas ficam pretas, tudo lhes serve. 


Nesse aspecto as mulheres serão talvez mais moderadas: implicam com os grandes acontecimentos negativos, muitas são incapazes de esquecer uma ofensa, à boa moda de Catarina de Medici ("odiar e esperar") mas dificilmente se lembram de aspectos insignificantes, darão o dito por não dito ou farão tristes figuras só pelo prazer de humilhar, por arrasto, a cara metade. A nossa mente, mais multifacetada, funciona como um ábaco e só em caso extremo se deita a casa abaixo ou se perde a face.


 Lembrei-me disto ao ver o início de temporada de Mr. Selfridge: na season 1 pensamos que Lady Loxley é ingrata ao fazer tão pouco caso do marido, mas ao conhecer o cavalheiro conclui-se que se calhar, ela terá as suas razões. Percebe-se logo que ele não é boa rês, ao ver que a própria criada de quarto se arrepia assim que ele põe os pés em casa. É certo que não sabemos se também ele não terá motivos para ser mau para a mulher - se ela lhe causou ciumes injustamente ou se começou a ser má para o marido porque ele foi detestável desde o início. Mas Credo, que homem mais desagradável. 


Seja como for, não é assim que as coisas se fazem. Não se dá o nome a uma mulher para depois usar isso como arma de arremesso a torto e a direito (a boa e velha granada "ela não é ninguém sem mim!") não se discutem assuntos privados à frente de gente de fora - muito menos à frente de "caixeiros", que é o que Lord Loxey pensa de Mr. Selfridge - principalmente para logo a seguir mudar de ideias e arrastar a pobre coitada para pedir um favor ao mesmo caixeiro. E acima de tudo, não se chega a casa para assentar um bofetão na infeliz que até a mim me doeu, sem se saber de onde veio aquilo. 


Muita compostura tem ela, só vos digo isto - ex corista ou não. E embora os tempos sejam outros, não faltam por aí casais onde se vêem coisas destas, cobranças tristes e espectáculos à frente de quem está. Sempre ouvi dizer que se devem evitar as pessoas capazes de fazer figuras de urso em público ou de amesquinhar os amigos, empregados e por aí fora, mesmo que sejam todas doçuras e mesuras para nós.


 Às vezes as mulheres vêem isso acontecer e pensam "que amor, é mau para toda a gente menos para mim; deve adorar-me!". Erro crasso! Aplique-se sempre a vetusta máxima "quem vê as barbas do vizinho a arder, põe as suas de molho". E quem diz barbas, diz saias...

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