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Friday, October 10, 2014

Run, baby run: 9 sinais de uma relação tóxica


Toxic, Britney Spears

Estar apaixonado é muito lindo. Ter uma grande amizade é igualmente lindo. Mas às vezes gostar não basta; ter sentimentos fortes por alguém não implica necessariamente uma relação saudável e o que se designa por amor ou a amizade pode assumir contornos bem mais sinistros. 
São as chamadas relações tóxicas, que podem ser de cariz amoroso, mas também surgir entre amigos e familiares. Bem diz o povo, "pelo bem que lhe quer, até os olhos lhe tira". Quando algo que é suposto ser bom não provoca senão emoções desagradáveis, é preciso ter atenção aos sinais de alarme, ver o caso com objectividade e fazer um reality check para reclamar o seu poder de volta, recuperar o equilíbrio entre as duas partes, estabelecer fronteiras bem claras que não podem ser ultrapassadas ou, em casos extremos, afastar-se. Há imensos artigos sobre o assunto, por isso recolheram-se aqui alguns dos indícios de perigo mais óbvios:

1- Hostilidade: a pessoa em causa está constantemente zangada, ataca -a (o) por tudo e por nada e a tensão é de cortar à faca. A situação é de tal ordem que já se questiona se são realmente amigos/família/um casal ou se está a lidar com um inimigo ferrenho. Por vezes as cenas acontecem perante quem está e os amigos começam a estranhar o que se passa. Se um clima de insegurança se instalou e existe uma constante necessidade de "pisar ovos",cuidado.

2- Os momentos bons são cada vez mais raros: os afectos podem ser mais calmos ou mais intensos, mas uma relação saudável é suposto proporcionar calma, estabilidade e um clima de à vontade. Se existe uma permanente sensação de desconforto, se passeios, festas e ocasiões especiais (já para não falar no quotidiano) se tornam uma fonte de tensão (ora devido a discussões, ora ao esforço para as evitar) e sai de junto da pessoa a sentir-se esgotada (o) algo está *muito* errado.

3- Desprezo e críticas: ele (a) tem sempre razões de queixa a seu respeito. Por mais que se esforce por agradar, parece que não acerta uma. Isto pode acontecer sem razão ou após uma crise que foi mal ultrapassada, mas é sempre terrível porque o rabugento vai inventando cada vez mais pretextos para descarregar uma raiva ou ressentimento que ninguém entende. As coisas que antes adorava em si (ou que pelo menos, não causavam problemas) agora são alvo de reparos. Se a pessoa age com superioridade, faz tudo para a (o) diminuir, troça de si em público ou permite que outros o façam...ligue as sirenes.

4- Rigidez e egoísmo: se o outro faz ouvidos moucos aos seus avisos, se já se queixou dos comportamentos dele (a) e as coisas continuam exactamente na mesma, sem que nenhum esforço seja feito para as alterar...é porque as suas necessidades e sentimentos deixaram de contar na relação.

5- Insultos: passaram das alcunhas carinhosas aos nomes feios? Algo está podre no Reino da Dinamarca.

6- Gritos- Idem idem, aspas aspas. Um berro ocasional pode ser normal e saudável, mas quando a gritaria se torna o padrão, daí para a violência física poderá não faltar muito.

7- Suspeitas e paranóia: geralmente este é um sintoma associado ao ciúme patológico, embora possa ter outras causas. De qualquer modo, em essência a pessoa assume sempre o pior a seu respeito. Se lhe forem dizer que viram um assaltante de um banco vagamente parecido consigo, vai acreditar e jurar aos pés juntos que foi você. A sua palavra não conta para nada, isto quando se dá ao trabalho de perguntar antes de acusar. Hipervigilância, controlo exagerado sobre coisas que deviam ser da esfera individual (o telefone, onde está e não está, etc), agressividade com base em cenários inventados, acusações mirabolantes...o problema não é seu, é dele (a). Embora numa relação ambos devam esforçar-se por manter o outro contente e não fazer coisas que melindrem ou ofendam, para certas pessoas nunca há abertura que chegue nem provas de confiança e devoção que bastem.

8- Lealdade unilateral: se a pessoa espera de si todos os sacrifícios e fidelidade mas é incapaz de se ajustar às suas necessidades ou de sair em sua defesa quando é alvo de ataques injustos, acobardando-se para não ter aborrecimentos, estamos perante um compromisso muito pouco vantajoso. Pessoas assim podem ainda achar-se no direito de fazer o que quiserem, de cometer as maiores faltas de respeito (é um traço comum nos infiéis, por exemplo) mas pensar que a outra parte não tem direito a intervir ou retaliar. Se ele (a) comete uma asneira, você mereceu, mas se for ao contrário é um crime de lesa majestade. Com amigos destes,é mais prático (e mais honesto) ter inimigos.

9 -Drama: os problemas que surjam nunca ficam só entre vocês, mas o aparato é de tal ordem que envolve a sogra, a tia, os amigos que tomam partidos e com pouca sorte, a corporação de Bombeiros mais próxima. Um relacionamento (de amizade ou amoroso) com uma pessoa dramática e queixinhas, que faz tempestades num copo de água e envolve terceiros ao menor arrufo, é uma fonte de stress...e de embaraços. Uma relação precisa de privacidade, não só para funcionar sem interferências, mas também para evitar mexericos e comentários vergonhosos do estilo "estes dois parecem cão e gato" quando fazem as pazes - o que é habitual e por sua vez, um bocadinho doentio.

Mais do que um sinal destes é caso para ficar muito, muito de pé atrás. E arranjar uns bons ténis de corrida pelo sim, pelo não. Convém nunca esquecer a frase de Eleanor Roosevelt, "ninguém pode rebaixar-te sem o teu consentimento".

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