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Friday, October 16, 2015

E ser discreta, não?


Uma estudante de 20 anos ficou extremamente em baixo porque os retratos que tirou antes e depois da maquilhagem se transformarem em memes cruéis. Ashley, que sofre de alguns problemas de acne e estava com um severo ataque de alergia que piorou tudo, pediu a uma amiga maquilhadora que a ajudasse a disfarçar o desastre. E a amiga, boa profissional mas imprudente (ou amiga da onça) captou o before and after para o seu portfolio online.

Entretanto alguém, não se lembrando que a rapariga que serviu de modelo para a makeover era uma pessoa normal com sentimentos como toda a gente, fez o meme relativamente inocente acima: "há pessoas que conseguem este resultadão e eu não sou capaz de disfarçar uma simples borbulha". Daí à imagem se tornar viral foi um pulinho e a pobre coitada recebeu tantos comentários cruéis que perdeu a vontade de sair de casa.

Ora, dois pontos aqui: pessoalmente, apesar de adorar a arte da maquilhagem, não sou a favor da makeup exagerada que recentemente saltou dos estúdios para a rua. Há lugares para tudo e se algo torna a pessoa irreconhecível, bem...se calhar é demasiado.



 Mais grave, uma pele estragada não se resolve com maquilhagem, mas com boa limpeza e um bom médico (começando pela clínica geral, pois muitas vezes o dermatologista não cura tudo sozinho). Ou se tem uma pele bonita ou não se tem, e embora correctores e bases sejam uma preciosa ajuda para uniformizar (e cobrir emergências que acontecem a qualquer uma) é ilusão pensar que a maleita não se nota. Volumes e altinhos, não há nada que disfarce!

  O hábito de colocar filtros em tudo e mais alguma coisa, de alterar os traços até à caricatura, é tão mau como o oposto - a obsessão pela beleza real que manda exibir acne, celulite e estrias nas redes sociais.

Importa encontrar um meio termo - beleza realçada, polida pelas artes femininas, pela arte subtil do disfarce se necessário, mas sempre com bom senso, acompanhada do melhor enfeite que a formosura pode ter: a discrição.

Mas acima de tudo, nada disto aconteceria se fosse aplicada hoje a regra que muitas avós ensinavam, mas que se vai perdendo: nunca deixe que a vejam no seu pior. O que actualizando para os nossos dias, tem forçosamente de contemplar a cláusula: as fragilidades e disparates, se existem, são para esconder  - e principalmente, para passar longe, muito longe, de uma câmara.













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