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Saturday, July 22, 2017

Tecidos: quebrar a regra de ouro (mas pouco)



As minhas queridas amigas sabem que ao longo destes anos de blog tenho sempre batido na tecla dos tecidos... e no ódio de estimação ao poliéster e semelhantes.

 Em qualquer roupa o tecido tem (porque não há outra forma de a roupa ter boa caída) de ser de boa qualidade. E de preferência, natural, materiais nobres - ou pelo menos, com uma boa quantidade de fibras naturais. Escolher o tecido certo é quase uma ciência, mas também exige experiência e instinto.

O tecido certo (não importa a sua textura, cor ou espessura) precisa ser consistente, confortável ao toque e sem brilho exagerado (mesmo em materiais brilhantes por excelência, como o cetim). Só assim uma peça terá bom ar. Nenhuma roupa parece bem, por muito cara que seja, se o material tiver um aspecto barato.

 Dito isto, também é verdade que cada vez mais as marcas - pasme-se, até as de luxo - incluem nas suas colecções algumas peças em fibras sintéticas ou com misturas. 
 Às vezes por ganância, mas também porque pode ser necessário um material específico para obter um efeito específico, ou para tornar a peça mais fácil de manter. Não esquecer também que nem todos os sintéticos são iguais: há uns melhores (ou menos maus...) do que os outros. Há dias falámos nisso, quando vos contei sobre as blusinhas "wash and go".

E admiram-se vocês: então a Sissi andou aqui a pregar aos peixes, a enganar-nos, em modo "bem prega Frei Tomás?". Nada disso.  Insisto, como sempre, na minha velha máxima, aplicando desta feita Maquiavel aos panostecidos nobres sempre que possível, e dos outros sempre que necessário.

E quando é que é "necessário?".

Não é desatar a comprar vestidos com má caída, fininhos e ranhosos só para poupar uns cobres ou porque o modelo era giro.


O necessário aplica-se, por exemplo, aos jeans, como já disse algures por aqui: convém que tenham uns 2% de elastano para se ajustarem à figura e serem confortáveis. Lembram-se do horror que era vestir jeans justos nos anos 90? I rest my case.




Outro necessário é quando o tecido não é natural, ou não é completamente natural, e se calhar tem um nadica de nada de brilho mais do que devia, mas o cair é impecável, o pano é consistente e - a cereja em cima do bolo - o corte da peça é maravilhosamente bem feito. Já me aconteceu! E à conta disso, rejeitei duas peças que me ficaram atravessadas até hoje.

Uma delas, já vos contei, foi com o meu traje académico. Optei pelo tecido sem qualquer elasticidade, porque era mais luxuoso, mas o malvado parecia que alargava cada vez mais. Nunca se adaptou ao corpo apesar de o mandar à costureira várias vezes. As minhas primas, que optaram pelo modelo mais acessível, ficavam cintadinhas e giríssimas com o traje "baratinho". E esta?

Outra foi um conjunto de vestido + casaco que me apaixonou à primeira vista quando fui convidada pela Primark a testar as suas roupas (que na altura desconhecia quase de todo), prova provada de que a mais simples fast fashion consegue fazer peças boas. Uma modelagem que juro, muita gente me pergunta qual é a griffe quando o uso (ainda está para as curvas, impecável...) forro de cetim bourdeaux, pontos fortes e um tecido espesso. Na altura estava disponível em preto liso e em cinza, com um efeito tweed.




 Podia ter comprado ambos (e o preto ia dar-me bastante jeito...) mas, enquanto o cinza tinha um aspecto dispendioso que não acusava nada, no preto...bom, havia um brilhinho muito ligeiro. Ficou na loja. 

Resumindo: o conjunto cinzento está como novo apesar de o ter usado bastante (e lavado na máquina!). É só juntar-lhe uns sapatos Prada e uma carteira boa, e caso arrumado.

 E fiquei danada comigo mesma anos a fio por ter sido esquisita com o preto. Como a Primark (tal como a Zara e outras marcas do género) costuma repetir modelos, volta e meia passava lá a ver se por acaso o teriam voltado a fazer, até porque uma amiga comprou entretanto o mesmo vestido em azul escuro (giríssimo também). Sem sorte. Foi preciso vir a Inglaterra para o encontrar - e assim que o vi deixei-me de esquisitices, trouxe o vestido e dois blazers e fiquei com pena de não haver mais...continuo de olho porque é o sheath dress perfeito; em termos de design e fitting, não fica atrás aos seus primos Dolce & Gabbana. Como eu digo sempre, um vestido modesto passa, desde que seja bonito e caia bem- é só compensar com bom calçado e bons acessórios e caso arrumado.

 Moral da história: quando o corte, a execução e o fitting são bons e o tecido, apesar de não ser uma maravilha, é firme, não se cola ao corpo e não marca nada, temos de ser um pouco mais permissivas para não perder um bom negócio. 
Por isso, se uma peça lhe cai às mil maravilhas, ouça o seu instinto. Principalmente se o preço é conveniente- isso porque pagar muito por materiais sofríveis, nem pensar; nem nas marcas acessíveis, nem nas de luxo. Logo podemos quebrar a "regra de ouro dos tecidos"...mas com cuidadinho, como dizia o outro.





Friday, July 21, 2017

Todas as mulheres precisam de dez anõezinhos!




Quando eu era pequenina, adorava ouvir a avó contar a história dos Dez Anõezinhos da Tia Verde- Água. Quem não conhece pode ler aqui na íntegra, mas vou recordar:

Há muito, muito tempo,  uma rapariga vivia infelicíssima com o marido, que a acusava de desarranjada. Em boa verdade, o pobre homem tinha razão... chegava a casa exausto da labuta diária e a esposa, que não trabalhava fora , tinha tudo numa confusão: jantar por fazer, cama desfeita, nada de água quente para o banho (pois nesse tempo não havia água canalizada) a roupa numa desordem, enfim, uma coisa deprimente.



A moça bem se esforçava, trabalhava o dia todo para cima e para baixo, mas nunca conseguia ter nada pronto. E  claro, todas as noites havia zaragata. Farta daquilo, a mulher foi consultar-se com a Tia Verde- Água, uma vizinha com fama de ter poderes mágicos. E a boa velhota disse-lhe que não se inquietasse pois tinha dez anõezinhos muito arranjadores que lhe iam resolver o problema.
Para que a "magia" funcionasse, era preciso arejar o quarto e fazer a cama logo que se levantassem, depois pôr a água ao lume, varrer e limpar, em seguida tratar da roupa e ir começando o jantar...fizesse ela isso, e os anõezinhos haviam de a ajudar sem ela dar por isso. E de facto, passou a correr tudo às mil maravilhas...


Long story short, os dez anõezinhos eram os dedos da rapariga e a Tia Verde água só lhe ensinara a fazer o que hoje se denomina uma boa gestão do tempo e das tarefas - ou, como se dizia naquela época, a "fazer luzir o trabalho" (adoro o termo, já agora).


Pois bem, sempre achei este conto muito instrutivo -  e sugestão ou não, invocar os meus dez anõezinhos ajudou-me muitas vezes não só em casa, mas nos empregos que tive. Sempre que havia muitas tarefas a acumular-se e eu não sabia por onde começar, pensava cá comigo "vou chamar os meus dez anõezinhos!", começava pelo princípio e levava a eito. Quando dava por mim, estava tudo prontinho e organizado.


E cada vez mais preciso dos meus dez anõezinhos arranjadores, que muito me têm valido! Porque ao contrário da vizinha da tia Verde água, tenho uma carreira além da de dona de casa. Certo, há água canalizada e água quente, graças aos céus, e máquinas de lavar e secar; mas as tarefas do lar, por mais que sejam divididas pelo casal, são só a ponta do icebergue... depois, embora nem fique caro contratar ajuda por estes lados, difícil é encontrar uma senhora de toda a confiança. De modo que numa destas manhãs dei por mim com mais trabalhinhos do que anõezinhos.


Imaginem, antes de sair para trabalhar era preciso contactar clientes, mandar uns emails, arrumar o quarto (incluindo dar uma reorganizadela aos armários) tratar da roupa, dobrar a que estava pronta, deixar a cozinha imaculada, passar o aspirador pelo chão, pôr lá fora as caixas da reciclagem, destinar o jantar, actualizar o blog, fazer pilates e dar um tratamento ao cabelo (isto fora lavar e secar, mais maquilhagem, arranjar a minha toilette e por aí)...eu sei lá, um ror de coisas.  Que fiz eu? Chamei os anõezinhos encantados para me ajudarem a completar a lista, como sempre.



 E eles não falharam. Nunca falham.

Fico a pensar que todas as mulheres ocupadas - principalmente as que já têm filhos, que essas nem imagino os super poderes que lhes assistem- deviam conhecer este conto de fadas e aplicá-lo no seu dia a dia. É uma técnica simples, mas resulta. Se calhar é mesmo magia e não só boa gestão...

Wednesday, July 19, 2017

Cuidado com os "homens pavão"

A mulher de Jeremy Meeks (esq.) e a amante (dir): ex-aequo Prémio Burrinha-Parvinha do ano!


Parece que eu estava certa em relação ao gangster de bairro que se tornou modelo famoso, Jeremy Meeks.  Eu quase nunca me engano e raramente tenho dúvidas em relação a estas situações, pronto. É um dom. Posso não ter jeito para outras coisas mas na arte de tirar o perfil às pessoas não há pai para mim.

 Não que neste caso fosse preciso ser nenhum profiler do FBI, entenda-se - qualquer pessoa com dois dedos de testa percebia a boa peça que ali estava.

Qualquer pessoa menos as fãs malucas do "modelo" ...e a esposa deste, Melissa, que foi doida o suficiente para se casar com o valdevinos quando ele era um criminoso anónimo sempre dentro e fora da cadeia (já lá vamos).



Long story short: o "manequim" (e insisto nas aspas porque a mim o menino nunca me enganou nem provou ser mais do que um cadastrado perigoso num golpe de sorte) foi fotografado há dias a trair a mulher com a herdeira da Top Shop, Chloe Green. 



A rapariga, que é uma cabeça leve, está toda contente e a escarnecer a legítima na carinha. O traidor das dúzias, todo contente está. O pai da menina, o magnata dos trapos Sir Phillip Green, encolhe os ombros mas não há-de ter ficado nada satisfeito.  E a mulher do bandido, essa, pediu-lhe o divórcio. Melissa diz-se devastada com a traição e a humilhação pública. Coitadinha. Tenho imensa pena dela.

E no entanto...não tenho.

Uma pessoa não pode fazer-se de vítima das circunstâncias que criou por sua própria cabeça. Mas Melissa - como montes de mulheres por esse planeta fora- está a fazer isso mesmo. O futuro da relação estava escrito a letras gordas e ela não viu porque não quis ver.

Verdade seja dita, nesta história a esposa e a "amiga" levam as duas, num desonroso empate, o Prémio Burrinha -Parvinha do ano. Mas a mulher será quem sofre mais, pela triste figura, porque não tem milhões para se consolar em distracções, porque tem uma família para criar e em última análise, pelo muito que aturou para agora ter esta recompensa.




 A pobre coitada, que se mata a trabalhar como enfermeira, conheceu o gandim de olhos claros quando era uma mãe solteira (e carente, com certeza- o mal do mulherio é sempre a carência e a baixa auto estima, que lhe tolda a esperteza) e ele, um gangster sem eira nem beira uns quantos anos mais novo do que ela.

A diferença de idades, não tendo grande importância per se, quando associada a outros senãos é um factor de risco: os homens são sempre um pouco mais imaturos; isto além de acharem, muitas vezes, que uma mulher perde pontos no "mercado dos namoros" quanto mais velha for. Por fim, sejamos francos: não sendo Melissa uma mulher de se deitar fora, ele é bastante mais vistoso do que ela. Honra lhe seja feita, aos 38 anos é mais gira do que a amante de 26, mas ainda assim...  erro crasso, senhoras!




 Um casal deve estar fisicamente equilibrado, mas se é para alguém ser mais espampanante que seja a mulher, porque homens vaidosos não há quem ature. Em suma, a receita era desastrosa.

E apesar disso... que fez esta moça com estudos, com uma carreira, com duas crianças a seu cargo?

 Deixou-se embeiçar e a fazendo vista grossa ao cadastro *literalmente falando* nada recomendável do mancebo, tratou de o levar para casa, de se amasiar com ele e por fim, de casar com a criatura (nem me surpreendia nada que tivesse sido ela a pedir a mão dele; querem apostar?).




Não contente com isso, ainda passou a sustentá-lo, trabalhando a full time enquanto o madraço (quando não estava na prisão) ficava a tomar conta da casa e da pequenada. Era preciso ter muita confiança! E nas vezes que o seu amado ia de cana, lá estava a a escrava a trabalhar, a tomar conta da família e a fazer-lhe visitinhas conjugais. Um paraíso. Entretanto lá nasceu mais um pequerrucho.





Por fim, o rapazola foi catado pela bófia pela enésima vez e lá alcançou os seus 15 minutos de fama graças ao infame retrato da cadeia, começando, comme il faut, uma divertida existência estilo rockstar.

A esposa (que na sua ingenuidade sem limites, ainda achou que ele ia finalmente trabalhar e ter meios para sustentar a casa) reclamou que queria ser incluída na nova vida dele -  mas é claro que o deslumbrado quis fazer de solteiro, como bom malandro que é - típico de quem nunca teve nada na vida nem fez por isso, e perde a cabeça com os primeiros brilhos dos holofotes. Mandou-a passear e ficar nos EUA com os pequenos, na mesma casa onde tinha vivido às custas dela, sem beneficiar em nada dos seus recém adquiridos luxos e mordomias. Sempre que vinha a casa, havia zaragata. E o que tinha de suceder sucedeu, pois claro. Daí a traí-la publicamente foi um pulinho.



É claro que agora Jeremy está a fazer os possíveis por repetir o filme e achar uma mulher que o sustente, desta feita para o resto da vida e em grande estilo. Quem sempre se aproveitou de mulheres e nunca teve ética vai agora ganhar consciência e vergonha na cara? ´Tá quieto! Mal a separação se tornou oficial, apareceu em Beverly Hills com a "amiga" às compras. Jóias. Vamos apostar quem pagou a conta?




Volto a dizer- e desculpem a dureza, mas as mulheres têm de ganhar juízo senão vão continuar sempre a chorar pelo mesmo - no meio disto tudo, Melissa só se pode culpar a  si própria. Que mulher ajuizada, a trabalhar para sustentar dois filhos que já tem fora do casamento, se apaixona por um cadastrado conhecido só porque tem uns olhos azul-piscina de carneiro mal morto e diz umas coisas bonitas que ela quer ouvir? Só para mostrar que afinal arranjou marido? Para fazer inveja às "migas"?

 Francamente-  o rapaz é engraçadinho, mas dessem-lhe olhos comuns e só sobrava um moço normal com boa estrutura óssea.  E se calhar nem isso, porque na altura em que a esposa o conheceu até era mais gordinho e tinha um rabo de cavalo farfalhudo que lhe tirava metade do impacto.




 Um tipo sem instrução, sem pedigree, metido em más companhias e pior, acusado ou pelo menos associado a crimes violentos - uma alma corrompida, em suma, oriunda de um meio muito ordinário. Um mariola que não se pode apresentar a ninguém. Ora francamente. É caso para uma mulher perder a cabeça? A rapariga tem uma auto estima abaixo de zero, ou o feminismo deu-lhe a volta às ideias. No "meu" tempo havia um nome muito categórico para "homens" velhacos, sejam feios ou bonitos, que vivem à custa de mulheres.



Resta esperar que Chloe Green, a amante, como menina rica e caprichosa que é, se farte depressa do brinquedo (ou que o pai tenha bastante energia para velar por ela) . E que ponha a mão na consciência - um homem casado é off limits, mesmo que não valha um caracol. Esperemos também que Melissa, por seu turno, ganhe juizinho e amor próprio para não fazer de mulher da luta no futuro.




Quanto ao manequim, se for tão desmiolado como tem sido, não há-de saber conservar a sua boa sorte. Mas se acreditarmos nas palavras de Camões ("os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos") e na baixa auto estima de muita mulher por esse mundo de Deus, há-de andar a explorar incautas até que a idade o atraiçoe e perca os encantos que o têm mantido confortável na vida até aqui...

E a todas as que não têm nada a ver com o caso, fique a lição para seu governo: um homem que se deixa sustentar sem o mínimo de pejo não é boa rês, por mais que o feminismo pregue o contrário. E quem quiser um pavão para exibir, mais vale comprar um pavão a sério, com cauda- sempre enfeita o jardim e não causa inseguranças escusadas. Aprendam que eu não duro sempre mas cafadjestxis sempre os haverá.

Uma mulher não pode ser tão fraca. Bem dizia a minha santa avozinha, "é preciso ser muito segura e resoluta!". Or else...

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