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Thursday, August 10, 2017

As portuguesas serão sofisticadas?

Milu

Reparei que um inocente texto do DN acerca de uma marca brasileira de cosmética gerou acesa discussão no Facebook - tudo porque a representante da marca disse que considera as portuguesas sofisticadas. O seu comentário dá que pensar:

" É uma beleza talvez um pouco mais natural, mas não é por isso que não é beleza. Não é aquele hair brushing como as americanas têm ou aquela pele perfeita e maquilhada das europeias do norte, é uma beleza mais espontânea e tem muito chame. As mulheres aqui têm muito charme, eu fico babando. Porque é muito fluida a maneira de se vestirem. Discreta, mas com alguma coisa muito transparente, que nos encanta. É muito feminino e nós mulheres temos que assumir a nossa feminilidade. E a portuguesa, eu acho, consegue assumir a feminilidade de forma natural. Não é para seduzir alguém, porque a brasileira às vezes quer seduzir, está sempre nesse jogo de sedução. Eu acho que as mulheres mais sofisticadas, em termos de gosto, são portuguesas".


É curioso que Pierre Balmain, quando visitou o Estoril em 1959, teve acerca da mulher portuguesa uma opinião semelhante: gabou-lhe a figura esbelta, que mantinha mesmo depois de ser mãe, o apurado gosto, o perfeccionismo e a elegância discreta, sempre associados a um sentido da economia que não a deixava cair em extravagâncias. Também Beatriz Costa notava essa parcimónia, quando levava as suas amigas portuguesas às compras em Paris.


Laura Alves


Voltemos ao artigo do DN: claro que houve logo quem dissesse que sim senhor e quem apontasse o desleixo das mulheres lusas ou o seu desequilíbrio: tanto se desmazela e se deixa engordar como se enche de leggings, de tacões, de extensões...isto quando não faz as duas coisas ao mesmo tempo.

 Eu darei um pouco de razão a uns e a outros, até porque já apontei os vícios de estilo das portuguesas aqui.

A portuguesa não será a mais glamourosa, ou a mais cuidada das mulheres. Mesmo nestes tempos de maquilhagem excessiva "do Instagram para a rua" continuo a achar que a lusitana, para o bem e para o mal, se pinta menos do que a espanhola ou a inglesa. Das espanholas também lhe falta uma certa raça e salero e o gosto pelos acessórios. Não possui o chic sem esforço da francesa nem a obsessão pela bella figura da italiana ou a feminilidade voluptuosa das russas e afins. Depois, decerto não terá o "dengue", a feminilidade exacerbada da brasileira, que roça tantas vezes o vulgar.



Raquel Prates


De resto, quanto à sofisticação ou elegância, tenho acerca dos portugueses, independentemente do sexo e enquanto povo, a mesma opinião que tenho dos nossos irmãos brasileiros: não têm meio termo! Talvez isso se relacione com a velha ausência de uma classe média forte nos dois países, não sei. O certo é que portugueses e brasileiros, se são elegantes, requintados,  altivos e de belo porte, são-no muitíssimo! Mas quando são rústicos são uns brutamontes, e esses são infelizmente a maioria.


Natália Correia


E isso cai como uma luva nas mulheres: uma só socialite da velha guarda portuguesa ou brasileira (dessas com porte racé e todos os pergaminhos que pouco aparecem nas revistas) vale por uma data de it girls. Isto sem falar nas vedetas de antanho como Milu, Amália ou Laura Alves. A portuguesa, como a brasileira,  não tem área cinzenta: se é elegante, é elegantérrima.


Vicky Fernandes



Mas quando não é..

Daí a imagem da portuguesa descuidada ou da brasileira ordinareca.

Deixemos porém as brasileiras com os seus problemas, e voltemos à Pátria. A portuguesa elegante, aprumada,  possui realmente os atributos citados pelo DN e por Pierre Balmain. Não só consegue a proeza de caminhar na calçada de saltos altos sem se queixar (super poder que já abordei em detalhe aqui) como ainda mantém o atributo da singeleza e simplicidade, que é quase em si mesmo um sinónimo de elegância.



 É feminina, mas não faz por isso; mais do que tudo, é graciosa. E se possui beleza adicionada a essa elegância, melhor ainda (porque beleza e elegância nem sempre andam juntas). É certo que já ouvi portugueses e estrangeiros queixarem-se que as portuguesas andam cada vez mais ríspidas, que são antipáticas e que não fazem por agradar nem se esmeram na vaidade, mas as que não são assim, as mais tradicionais, mais sossegadas e que não dizem palavrões nem fazem o culto da mulher refilona "quem não gosta não olha", não ficam a dever nada às russas, consideradas o epíteto da feminilidade.

Num oceano de belezas artificiais, esforçando-se em demasia, ainda se vê na mulher portuguesa - ou em certas mulheres portuguesas-  uma ausência de afectação, uma transparência, uma recusa do excesso e da novidade, uma inocência e uma timidez (fruto da nossa herança Católica?) que são, sim, sofisticadas. Mesmo com ausência de arrebiques- ou talvez por isso mesmo...




Wednesday, August 9, 2017

Temos de falar sobre estes correctores e este blush. MESMO.


Como sabem eu costumo ter uma certa preguiça de falar em cosméticos, por isso só escrevo alguma coisa sobre isso quando descubro um produto milagreiro. Pois bem, desta feita são dois! Ou antes, três.

As nossas necessidades de maquilhagem evoluem connosco. Neste caso, eu nunca tinha dado grande importância ao corrector. Tive sempre vários correctores e iluminadores (líquidos, em stick e em creme, de marcas profissionais ou luxuosas e das mais acessíveis) mas era algo básico e elementar a que não dava aquela importância- e até era capaz de passar sem isso, principalmente quando usava uma base com maior cobertura.

A situação mudou quando comecei a ter horários estranhos (e.g., levantar às quatro da matina várias vezes por semana) e mais responsabilidades em casa. Mesmo tentando compensar o sono, às vezes fica-se com um ar cansado e não há cremes que valham. 

Foi então que comecei a demanda pelo corrector perfeito

Foi preciso testar muitos, investir nuns quantos (incluindo Chanel e Elizabeth Arden) mas a busca só terminou com duas maravilhas da Benefit: o Boi-ing e o Fake up!


Ambos fazem o truque de nos deixar com um ar fresquíssimo e relaxadíssimo, mas sobre o primeiro não me vou alongar: o Boi-ing é um corrector em creme com uma cobertura excelente ("industrial", diz a marca) e que se mantém o dia todo, além de ser confortável de usar. Tudo dito.



Já o Fake up! é um corrector em stick metade pigmento, metade creme de olhos carregadinho de Vitamina E, que é um prodígio. Apesar de ter uma cobertura *supostamente* leve, esconde tudo (olheiras, olhos papudos, manchinhas...) ilumina a zona e eu poderia jurar que não só disfarça os olhos cansados, mas trata mesmo a pele. 

De qualquer modo, é a coisa mais agradável que já experimentei no contorno dos olhos. Não repuxa, espalha-se lindamente sem precisar de grandes mexidelas nessa área tão sensível (e já vos contei como sou ultra cuidadosa com isso, porque acho O FIM ver mulheres com pés de galinha antes do tempo) e dá boa cara em dois segundos.

 Maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso, chic a valer - vale cada cêntimo.



Devo dizer que foi uma surpresa para mim, porque tenho uma relação on/off com a Benefit- por vezes é um pouco overrated: alguns dos seus produtos valem pela inovação e pela embalagem bonitinha, mas não são assim tão extraordinários que justifiquem o preço.

 No entanto (também, isto acontece na maioria das marcas...) quando fazem um produto bom, é realmente bom.

Infelizmente, ao que parece em Portugal não está disponível em cada esquina, mas encontra-se na Sephora ou na Fapex...e prometo que vale a pena ir lá de propósito ou encomendar.


Agora, sobre o blush Sleek: não vou falar de um blush específico desta marca, porque tenho vários - e até já me desfiz de alguns com pena, porque não eram a cor certa para mim...mas AQUELA TEXTURA!!! 

Já por aqui comentei várias vezes que sou esquisita com o blush, mas os da Sleek nunca falham e, sendo uma marca bastante acessível, acho-os superiores a outros mais luxuosos, mesmo os célebres Nars. É que são o equilíbrio perfeito entre pigmentação e transparência e dão um ligeiríssimo brilho de maçãzinha rosada às faces que não encontro em nenhum outro, além de terem cores lindas.

 De resto, a Sleek tem vários produtos interessantes com óptima relação qualidade-preço,mas se tivesse de escolher o seu porta estandarte, seria o blush de certeza. Experimentem um num tom alaranjado ou rosa claro e digam-me.

E pronto, está a recomendação feita porque eu não gosto de guardar os achados só para mim. Happy shopping!

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